Podem ganhar os três, podem perder os três. Se as eleições legislativas fossem hoje havia uma incerteza total na entrada para as urnas.
De acordo com a Tracking Poll feita pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e semanário Nascer do Sol, PS, Chega e AD partem com possibilidades quase iguais de vencerem uma eleição, já que a margem de erro coloca em cima da mesa todos os cenários, numa lógica que inclui a distribuição de indecisos.
Apesar disso, é para o PS que surgem as melhores notícias. O partido liderado por José Luís Carneiro aparece à frente nas intenções de voto, numa mudança de paradigma relativamente ao que vinha acontecendo em inquéritos do género.
Com 27,9% das intenções de voto, o PS melhora substancialmente dos 22,8% obtidos nas últimas eleições legislativas, em 2025. Os socialistas são mesmo os únicos a ultrapassar a barreira dos 31%, mais precisamente com 31,1%.
De resto, a AD não só não está na frente, como está em terceiro. Tal como acontece desde as eleições legislativas de 2025, o Chega continua em segundo, só que com muito mais possibilidades de alcançar uma vitória.
Com um salto relativo aos 22,8% obtidos em 2025 - curiosamente o mesmo valor que o PS -, o partido de André Ventura fica agora nos 27,1%, o que também o deixa com possibilidades de passar a barreira dos 30%, com um máximo perspetivado de 30,2%.
Já a AD dá um trambolhão, caindo para 25,7%. Uma intenção de voto do que aquilo que foi a expressividade de Chega e PS em 2025, é verdade, mas muito abaixo dos 31,8% que valeram a vitória nessa eleição.
O partido liderado por Luís Montenegro tem uma votação máxima de 28,8%.
Os restantes partidos dividem-se em relação àquilo que é a sua representatividade atual, de acordo com esta sondagem.
Com uma liderança que ainda não foi testada em ambiente de eleições legislativas, Mariana Leitão vê as intenções de voto da Iniciativa Liberal subirem para 6,1%. Uma subida porque o resultado de 2025 foi 5,4%. Na melhor das hipóteses os liberais podem mesmo chegar aos 7,8%.
Também a subir, ainda que de forma mais tímida, está o Bloco de Esquerda, igualmente com liderança renovada. José Manuel Pureza entrou e está nos 2,2%. Não é um resultado espetacular, atendendo a outras votações não assim tão distantes, mas é uma rota de subida quando comparada com os 2% das últimas eleições legislativas.
A cair estão Livre, CDU e PAN. A maior queda é da coligação encabeçada pelos comunistas, que obteve 2,9% em 2025 e agora não vai além dos 2,4%.
Já o Livre, agora com a liderança dividida entre Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, escorrega dos 4,1% obtidos nas últimas eleições legislativas para 4%.
Por último, o PAN desce de 1,4% para 1,3%.
Numa sondagem que ainda apanha os efeitos colaterais do caos nos exames nacionais e é totalmente influenciada pelas polémicas do ministro da Administração Interna, a popularidade do Governo é claramente afetada.
De acordo com a Tracking Poll, 58% das pessoas desaprovam o atual Governo, sendo que o número sobe ligeiramente, para 59%, quando se trata da desaprovação do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Os índices de aprovação para ambos estão no mesmo ponto, em 35%.
Ainda assim, a maioria dos portugueses parece confiar que as coisas podem ainda dar uma volta, uma vez que 53% dos inquiridos entende que o Governo merece chegar ao fim da legislatura, que ainda nem sequer vai a meio.
Com a aproximação da apresentação do segundo Orçamento do Estado deste Governo, 42% das pessoas acham, ainda assim, que o Executivo não merece cumprir o mandato de quatro anos.
A Pitagórica realiza para a TVI, CNN Portugal e O SOL uma sondagem de acompanhamento semanal (tracking poll), destinada a avaliar de forma contínua a opinião dos eleitores portugueses sobre a atualidade política nacional, nomeadamente a intenção de voto nas eleições legislativas, a aprovação do Governo, a avaliação das lideranças partidárias e outros temas relevantes.
A amostra de cada publicação é constituída por 804 entrevistas, representativas do universo eleitoral português em termos de género, idade e região. A amostra inicial foi recolhida ao longo de quatro semanas, com 201 entrevistas por semana: semana de 10 de agosto de 2026: 201 entrevistas; semana de 17 de agosto de 2026: 201 entrevistas; semana de 24 de agosto de 2026: 201 entrevistas; semana de 31 de agosto de 2026: 201 entrevistas.
Posteriormente, o estudo funciona através de uma amostra móvel: todas as semanas são incorporadas 201 novas entrevistas e retiradas as 201 entrevistas mais antigas, mantendo-se uma base de 804 entrevistas. Este modelo permite acompanhar continuamente a evolução da intenção de voto e dos restantes indicadores avaliados.
Para uma amostra de 804 entrevistas, considerando uma população infinita, um nível de confiança de 95,5% e p=0,5, a margem de erro máxima é de ±3,53%. A seleção dos entrevistados é realizada através da geração aleatória de números de telemóvel, respeitando a proporção dos três principais operadores móveis. Sempre que necessário, são também selecionados aleatoriamente números de telefone fixo.
Foram realizadas 1.512 tentativas de contacto, para alcançarmos 804 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 53,17%.
As entrevistas são realizadas por telefone através do sistema CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing.
A distribuição dos indecisos é efetuada de forma proporcional.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa e os resultados são depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, para consulta online.
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