Mais de 300 combatentes e alguns civis morreram desde quinta-feira (3) em confrontos entre as forças do governo do Iêmen, apoiadas pela Arábia Saudita, e os rebeldes houthis, aliados do Irã. Os combates se concentram no sudoeste do país, principalmente nas províncias de Taiz e Hodeida, em uma das escaladas mais violentas desde o fim da trégua de 2022.
A ofensiva dos houthis tem como objetivo avançar em direção às áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica na entrada sul do Mar Vermelho. O grupo também tenta cortar o acesso à cidade portuária de Mocha, controlada pelas forças do governo.
Somente entre o meio-dia de sábado (5) e a manhã de domingo (6), pelo menos 141 combatentes morreram. Segundo fontes militares, 84 eram integrantes das forças governamentais e 57 pertenciam às forças houthis. A maior parte das mortes entre os militares do governo teria ocorrido em ataques com foguetes.
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As forças governamentais afirmam ter recuperado posições importantes ao norte de Hays, distrito localizado a menos de 30 quilômetros da costa do Mar Vermelho. Os houthis, por outro lado, avançaram a oeste de Taiz, ao sul de Hays, aproximando-se da região do estreito de Bab el-Mandeb.
Deslocados montam acampamento após fuga de área
de conflito entre Houthis e tropas do Iêmen.
(Foto: Ahmad al-Basha/AFP)
A intensificação dos combates provocou a fuga de centenas de famílias, que deixaram áreas afetadas pela violência em busca de segurança. A guerra civil no Iêmen começou em 2014, e os confrontos voltaram a se intensificar depois do colapso, em julho deste ano, do cessar-fogo firmado em 2022.
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