O rapper Djonga usou as redes sociais para rebater uma interpretação que vem sendo feita de um de seus versos e reafirmar seu posicionamento político. Em um vídeo e um texto publicados recentemente, o artista explicou o trecho da música 'Favela Vive 3' que diz 'esquerda de lá, direita de cá, e o povo segue firme tomando no centro'.
Segundo Djonga, a frase é uma construção poética sobre os acordos da política institucional e não um convite para neutralidade. 'Esquerda de lá, direita de cá, e o povo segue firme tomando no centro' — versos que têm sido usados fora de contexto para sugerir que o rapper prega equidistância entre os polos políticos.
O artista foi direto na resposta: se declarou de esquerda, citou sua formação em história e afirmou saber bem o que o conservadorismo fez e faz com o Brasil. Ele lembrou que é um homem preto, de matriz de umbanda e candomblé, e vem do hip-hop — movimento que, segundo ele, sempre foi perseguido pela extrema direita.
Djonga também criticou o próprio cenário do rap, dizendo que parte das batalhas e páginas ligadas à música urbana andam replicando discursos que contradizem a origem do movimento. Para quem curte a música mas defende essas pautas, deixou claro que o botão de deixar de seguir está logo ali: já perdeu seguidor por menos e não liga.
Em um texto publicado junto ao vídeo, ele completou dizendo que já perdeu mais de 500 mil seguidores em outra eleição e que não tem problema em zerar de novo, já que segue acreditando no que acredita até que provem o contrário. Djonga afirmou ainda que não costuma explicar sua arte nem sua vida, mas considerou válido fazer isso dessa vez, e encerrou dizendo que está pronto para a discussão, mas não tem medo de ameaça de 'guerreiro de teclado'.
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