Cigarro mata 443 brasileiros por dia e destrói silenciosamente coração, pulmões e circulação

Cigarro mata 443 brasileiros por dia e destrói silenciosamente coração, pulmões e circulação
View on original source
Category: Health
Share
Archive
Like
O Tabagismo está associado a câncer, infarto, AVC, DPOC e inúmeras outras doenças. No Brasil, o hábito provocou mais de 161 mil mortes em 2020, enquanto no mundo o tabaco está relacionado a mais de 7 milhões de mortes por ano. O cigarro continua sendo um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco provoca mais de 7 milhões de mortes todos os anos, incluindo pessoas que não fumam, mas são expostas ao fumo passivo. A fumaça contém milhares de substâncias químicas capazes de provocar inflamação, lesões celulares e alterações em diferentes sistemas do organismo. Por isso, o tabagismo está diretamente relacionado a doenças cardiovasculares, respiratórias, diversos tipos de câncer e outras condições que podem provocar incapacidade e morte prematura. No Brasil, os números revelam a dimensão dessa tragédia silenciosa. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que, em 2020, o tabagismo foi responsável por 161.853 mortes no país, o equivalente a aproximadamente 443 mortes por dia. O levantamento também identificou centenas de milhares de casos de doenças atribuíveis ao tabaco, incluindo doenças cardíacas, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), acidente vascular cerebral (AVC), câncer de pulmão e outros tipos de câncer. São números que mostram que os danos provocados pelo cigarro vão muito além da conhecida tosse do fumante. No coração e no sistema circulatório, a agressão pode ser profunda. A nicotina estimula o sistema nervoso simpático, podendo elevar a frequência cardíaca e a pressão arterial, enquanto o monóxido de carbono reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Paralelamente, diversas substâncias presentes na fumaça provocam inflamação e lesões no endotélio dos vasos sanguíneos, favorecendo a aterosclerose e a formação de coágulos. Esse conjunto de alterações aumenta o risco de infarto do miocárdio, AVC, tromboses e doença arterial periférica. A circulação dos membros também pode sofrer consequências graves. O estreitamento dos vasos reduz a chegada de sangue e oxigênio aos tecidos, podendo provocar dor e cansaço nas pernas durante a caminhada, dificuldade de cicatrização e, em casos avançados, isquemia dos membros. Nos pulmões, a exposição contínua à fumaça provoca inflamação das vias respiratórias e destruição progressiva do tecido pulmonar, podendo levar à DPOC, ao enfisema e à bronquite crônica. O tabagismo também está relacionado à maioria das mortes por câncer de pulmão e a diversos outros tipos de câncer. Os danos não terminam no coração e nos pulmões. A nicotina atua diretamente no cérebro, especialmente nos circuitos relacionados à recompensa e à dependência, fazendo com que o organismo desenvolva necessidade da substância. Quando o fumante tenta abandonar o cigarro, podem aparecer ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações do sono e forte desejo de fumar. O tabagismo também está associado a alterações metabólicas e ao aumento do risco de doenças crônicas, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares. Por isso, abandonar o cigarro pode ser difícil e muitas vezes exige acompanhamento especializado. A boa notícia é que parar de fumar é possível e traz benefícios em qualquer idade. O tratamento pode envolver acompanhamento médico e psicológico, estratégias comportamentais e, quando indicados, medicamentos para controlar a dependência e os sintomas de abstinência. No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece tratamento para pessoas que desejam abandonar o tabagismo. Uma recaída não significa necessariamente fracasso: significa que o tratamento precisa ser reavaliado e retomado. A atividade física também pode ser uma poderosa aliada nessa transformação. Caminhadas, corrida, bicicleta, musculação e outras modalidades, quando adequadamente prescritas, ajudam a melhorar o condicionamento cardiovascular e muscular, controlar o peso, reduzir o sedentarismo e favorecer a saúde mental. A fisioterapia pode ter papel importante principalmente em pessoas que desenvolveram redução da capacidade respiratória ou funcional, por meio da reabilitação cardiopulmonar, exercícios respiratórios, fortalecimento muscular e recuperação progressiva da tolerância ao esforço. Abandonar o cigarro, movimentar o corpo e buscar acompanhamento profissional são atitudes capazes de mudar significativamente a trajetória de saúde. O cigarro pode parecer apenas um hábito, mas seus efeitos atingem praticamente todo o organismo e podem permanecer silenciosamente durante anos antes que uma doença grave seja diagnosticada. Infarto, AVC, DPOC e câncer estão entre as consequências mais devastadoras do tabagismo. A decisão de parar, entretanto, representa uma oportunidade concreta de reduzir riscos e recuperar qualidade de vida. Cada cigarro evitado é uma agressão a menos ao coração, aos pulmões, aos vasos sanguíneos e ao cérebro e cada dia sem fumar é um passo a mais em direção a uma vida mais saudável. Ronner Miranda – Portal G37 Por: Ft. Ronner Miranda Especialista em Fisioterapia Respiratória e Cardiovascular Crefito: 243203-F Tel/Watts: (37) 9905-3770

(0)Comments

 

A note on cookies

Newshunt uses essential cookies to keep you signed in and to remember your language and country, so the site works the way you expect. With your permission, we'd also like to use analytics cookies to understand how people use Newshunt and improve it over time.

Accepting only affects analytics. To learn more, view our Privacy Policy or Terms & Conditions.