A candidatura de José Wilson Siqueira Campos Júnior (Democrata) ao Governo do Tocantins coloca dois irmãos em lados diferentes da disputa eleitoral de 2026. Em entrevista ao Jornal Opção Tocantins , o candidato afirmou que não existe rompimento entre ele e Eduardo Siqueira Campos (Podemos), que apoia Dorinha Seabra (UB) na corrida pelo Palácio Araguaia.
Siqueira Júnior disse que respeita a posição política do irmão e que não pretende pressioná-lo a mudar de lado durante a campanha.
'Meu irmão é meu irmão. Hoje ele é um prefeito. Antes de ser irmão, ele deve a 300 mil pessoas que ele representa', afirmou.
Segundo o candidato, Eduardo possui compromissos políticos com diferentes parlamentares e precisa levar em consideração as alianças construídas no exercício do mandato.
'Ele recebe emenda de um senador, de outra senadora, de um deputado. Então, ele tem que estar com essa turma', declarou.
Siqueira Júnior disse que o apoio de Eduardo a Dorinha ocorreu antes mesmo de ele anunciar sua própria candidatura.
'Ele está apoiando a Dorinha. Ele nem sabia que eu ia ser candidato. Uma surpresa', disse.
A declaração foi feita ao ser questionado diretamente sobre se receberia apoio do irmão na disputa pelo governo.
'Não posso cobrar isso dele'
Apesar de reconhecer a divergência eleitoral, Siqueira Júnior afirmou que não pretende transformar a disputa em um conflito familiar. 'Eu tenho maturidade suficiente e não vou chegar para o meu irmão: 'Me ajuda aí, faz isso'. Não posso fazer isso com ele', afirmou.
O candidato também disse compreender a posição ocupada atualmente pelo irmão na política de Palmas. 'Ele é meu irmão mais novo, quem cuidava dele era eu. Hoje ele é um poderoso', afirmou.
Ao mesmo tempo, ressaltou que a relação pessoal entre os dois permanece próxima e que a política não deve interferir nos vínculos familiares. 'Ele é meu irmão do coração', declarou.
Siqueira Júnior contou que, quando enfrenta problemas pessoais, recebe ajuda do irmão. Segundo ele, o prefeito também mantém uma relação próxima com os demais integrantes da família. 'Quando eu estou doente, ele vai lá, ele que paga minhas contas, que ajeita. A gente tem uma família como outra qualquer', afirmou.
'Não estamos brigados'
O candidato também fez questão de afastar a possibilidade de que a diferença de posicionamento eleitoral represente uma briga entre os irmãos. 'Não, não estou brigado', disse.
Para Siqueira Júnior, a situação deve ser compreendida como uma divergência exclusivamente política. Ele afirmou que, apesar de estar concorrendo contra uma candidatura apoiada pelo irmão, continuará mantendo contato pessoal com ele.
'Qualquer hora eu vou lá, abraço, beijo ele. Ele é meu irmão do coração', afirmou.
Para o candidato, essa divisão não precisa se transformar em ruptura familiar. 'Politicamente ele não pode, eu não posso cobrar esse apoio dele', resumiu.
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