Caso Reggis: Processo é suspenso até decisão sobre insanidade mental

Caso Reggis: Processo é suspenso até decisão sobre insanidade mental
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Category: Politics
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Sob forte comoção, professor de zumba é enterrado no interior do AC A ação penal sobre o assassinato do professor de dança Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis, encontrado em uma cova rasa em outubro do ano passado, em Epitaciolândia, no interior do Acre, foi suspensa pela juíza Joelma Ribeiro Nogueira, no dia 1° de setembro. Conforme o processo, a justificativa é o indeferimento de um incidente de insanidade mental apresentado pela defesa de Marijane Maffi, que confessou ter levado, após o crime, o carro de Reggis até Cobija, na Bolívia. A magistrada determinou a pausa da tramitação, sem prejuízo às diligências urgentes, até o trânsito em julgado da decisão que indeferiu o procedimento, que consiste em uma perícia quando existe dúvida razoável sobre a saúde mental do investigado ou acusado. Victor Oliveira da Silva e Marijane Maffi foram presos por envolvimento no crime. Ele segue na cadeia, enquanto ela foi internada em uma clínica de reabilitação em Rondônia — Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal Em abril deste ano, a Justiça do Acre aceitou denúncia contra Victor Oliveira da Silva, Marijane Maffi e Limbson Santiago Pereira. Veja nesta matéria os crimes atribuídos a cada réu. 💡 Após o recebimento da denúncia, a Justiça chegou a fixar uma data para a audiência de instrução, contudo, cancelou a sessão prevista e ainda não definiu um novo dia. Ainda conforme a juíza, após o trânsito em julgado, ou seja, o fim das movimentações no pedido do incidente de insanidade mental, que corre separado da ação sobre o assassinato de Reggis, será feita uma análise para decidir pelo desmembramento ou não das acusações contra os demais réus. M,arijane chegou a ser presa pouco depois do crime, mas foi liberada mediante cumprimento de medidas cautelares. Além disso, a Justiça concedeu autorização para que ela fosse internada em uma clínica de reabilitação em Porto Velho, Rondônia. A autorização foi mantida em abril deste ano. Victor Oliveira da Silva segue preso e Limbson Santiago responde em liberdade. Victor Silva é representado pela Defensoria Pública, que costuma não se manifestar sobre os casos. A defesa de Marijane não quis comentar a decisão, mas destacou a confiança na Justiça e no devido processo legal. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Limbson Pereira. Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis — Foto: Arquivo pessoal O professor sumiu após dizer que iria fazer uma entrega em 25 de setembro de 2025, ocasião em que não foi mais visto. A família registrou um boletim de ocorrência no dia 29 do mesmo mês após não conseguir mais contato com ele. O corpo foi encontrado no dia 1° de outubro. Ao g1, Regilaine Silva Corrêa, irmã de Reggis, comentou sobre o sentimento da família à espera de Justiça. Ela destacou que o luto é diário. Victor Silva foi preso em flagrante em 1° de outubro, após indicar a dinâmica do crime e onde havia deixado o corpo do professor. Ele ainda disse à polícia que chegou a dormir com o corpo de Reggis no próprio quarto na noite após o crime. O homem, que era monitorado da Justiça, participou da morte e ocultação de cadáver, com suposto auxílio de Marijane Maffi, vizinha dele. Em novembro de 2025, a Justiça do Acre autorizou a Polícia Civil a ter acesso aos dados da tornozeleira eletrônica de Victor. Conforme a decisão, a polícia pediu autorização judicial para acessar a geolocalização do suspeito e compreender os passos do crime. Reginaldo Silva Correa de 44 anos, foi morto em Epitaciolândia — Foto: Arquivo pessoal De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Para se inscrever, entre ou crie uma conta Globo gratuita.

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