O chanceler alemão, Friedrich Merz (foto, à esquerda), afirmou estar 'profundamente chocado' com a vitória histórica do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), na Saxônia-Anhalt, no leste do país.
A sigla, considerada de extrema-direita, teve um triunfo expressivo sobre a União Democrata Cristã (CDU), partido de Merz que controlava o governo da região.
Apesar de não ter alcançado maioria absoluta, a AfD terminou a eleição em primeiro lugar neste domingo, 6.
O resultado garante à legenda a maior bancada do Parlamento estadual, mas ainda não o número necessário de cadeiras para governar sozinha.
A AfD deve conquistar 39 das 42 cadeiras necessárias para formar maioria.
Merz afirmou que o resultado 'não se pode ignorar'.
'Não esperávamos que as coisas terminassem assim', disse.
'Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal para com o nosso país. Estou determinado a fazer jus a essa responsabilidade — afirma, aparentemente descartando qualquer possibilidade de renunciar ao cargo, apesar da impopularidade.'
Impasse para formar governo
A possibilidade de uma coalizão, porém, enfrenta a resistência dos demais partidos.
A CDU descartou um acordo com a AfD.
O partido A Esquerda (Die Linke) também afirmou que não fará aliança com a legenda.
A política conhecida como 'Brandmauer' impede, até agora, alianças formais com a direita radical.
Siegmund disse que a AfD não pretende abandonar suas principais posições para chegar ao poder.
Entre as bandeiras do partido estão restrições à imigração, políticas mais duras de segurança e uma reaproximação com a Rússia.
'Não vamos abrir mão de nossas posições básicas apenas para chegar ao poder', disse.
Peso nacional
O resultado aumenta a pressão sobre o governo de Friedrich Merz e pode ampliar o espaço político da AfD para as eleições federais de 2029.
'É um sinal para Berlim', afirmou Lars Klingbeil, líder do SPD e vice-chanceler.
A votação também pode levar a AfD a comandar, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, um…
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