Acidente no Fogo: autoridades avaliam retirada do autocarro para preservar provas da investigação
8/09/2026 15:50 - Modificado em 8/09/2026 15:50
As autoridades cabo-verdianas estão a avaliar a retirada do autocarro envolvido no trágico acidente de 5 de Setembro, em Campanas, na ilha do Fogo, uma operação considerada importante para preservar a viatura e permitir o prosseguimento da investigação destinada a determinar as causas do despiste que provocou 25 mortos.
A informação foi avançada esta terça-feira, 8 de Setembro, pelo ministro da Saúde e porta-voz do gabinete de crise, Lúcio Miranda. Segundo o governante, a remoção da viatura está a ser analisada pelas autoridades competentes, tendo em conta tanto as necessidades da investigação como as condições de segurança no local.
O autocarro permanece na ravina onde caiu quando fazia o trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas. A preservação da viatura poderá assumir particular importância para as perícias técnicas destinadas a esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam o acidente.
Até ao momento, não existe uma conclusão oficial sobre as causas do despiste. Por isso, qualquer explicação sobre eventual falha mecânica, problemas de travagem, erro humano ou outros factores permanece no domínio das hipóteses enquanto não forem conhecidos os resultados da investigação.
Local do acidente começa a atrair curiosos
A eventual retirada do autocarro tem também uma razão de segurança. De acordo com Lúcio Miranda, o local da tragédia começou a atrair pessoas que descem à ravina para fotografar e filmar os destroços.
O ministro alertou para o perigo desta movimentação, considerando que o espaço se está a transformar numa espécie de local de 'peregrinação'. A descida à zona onde se encontra a viatura pode representar riscos adicionais e provocar novos acidentes.
As autoridades deverão, assim, encontrar uma solução que permita retirar o autocarro em condições de segurança e, ao mesmo tempo, garantir que a operação não comprometa elementos que possam ser relevantes para as perícias.
Balanço mantém-se em 25 mortos
O balanço oficial da tragédia mantém-se em 25 mortos. O acidente ocorreu no dia 5 de Setembro, quando o autocarro que transportava passageiros no percurso Chã das Caldeiras–Campanas saiu da estrada e caiu numa ravina.
Três dias depois da tragédia, uma das questões centrais continua por responder: o que provocou o despiste?
A resposta deverá depender da investigação em curso e das perícias à viatura. Até que as autoridades apresentem conclusões, o NN continuará a distinguir os factos oficialmente confirmados das diferentes versões e hipóteses que têm circulado desde o acidente.A novidade jornalística mais forte para título é, a meu ver, a retirada do autocarro ligada à preservação das provas e à investigação das causas, evitando transformar a notícia apenas numa questão de curiosos no local.
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