O Partido Popular reprochou à ministra de Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz, que "não esteve à altura" em Ceuta após a entrada massiva de migrantes registrada nos dias 30 e 31 de julho. Em resposta, a titular de Inclusão acusou os 'populares' de "zombar da morte de crianças no mar", aludindo a um gesto do deputado do PP Rafael Hernando.
"Se estar à altura é propor descumprir a lei, tirar fotos com agitadores ultras, colocar em risco o trabalho dos servidores públicos, dos funcionários e funcionárias neste país, zombar da morte de crianças no mar como algum colega seu de bancada ou abraçar teorias conspiratórias, se isso é estar à altura, aí não me encontrarão, senhoras e senhores do Partido Popular", destacou Saiz, nesta terça-feira, durante o Plenário do Senado.
A ministra respondia assim à senadora do PP María del Rocío Dívar, que a havia acusado de não ter estado "à altura de suas responsabilidades" diante da crise migratória vivida em Ceuta no final de julho.
As palavras de Saiz geraram um forte mal-estar na bancada 'popular'. O senador Francisco Javier Arenas pediu a palavra para exigir que se retirasse essa afirmação do diário de sessões se a ministra não apresentasse os "nomes e sobrenomes" da pessoa a que se referia.
Após a intervenção de Arenas e a decisão do presidente do Senado, Pedro Rollán, de suprimir essa expressão da ata oficial, Saiz precisou que sua acusação se dirigia ao deputado 'popular' Rafael Hernando, por um gesto em que esfregava os olhos com os punhos simulando um choro enquanto "intervinha Patxi López na tribuna fazendo referência à morte de uma criança (Aylan) em uma praia da Turquia em 2015".
"O gesto que as câmeras interceptaram de Rafael Hernando, deputado do Partido Popular, foi um gesto que merece toda a reprovação", insistiu a ministra de Inclusão, reafirmando sua crítica ao comportamento do parlamentar do PP.
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