Promulgada lei que reduz prazo para processos entrarem em programa do INSS
Nova regra reduz de 45 para 30 dias o prazo para inclusão de processos no programa e amplia ações para acelerar as análises.
Foto: Pedro França/Agência Senado
A Presidência do Congresso Nacional promulgou uma lei que muda as regras do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), criado para ajudar a reduzir a fila de processos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A lei foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU).
A principal mudança é a redução de 45 para 30 dias do prazo para que um processo seja incluído no programa. O PGB permite o acompanhamento especial dos processos e a realização de forças-tarefas para acelerar a análise dos pedidos.
Com a nova regra, podem ser incluídos no programa processos e serviços administrativos que estejam há mais de 30 dias sem análise. Também entram aqueles que tenham ultrapassado o prazo estabelecido pela Justiça.
A lei amplia ainda os tipos de processos que podem ser analisados pelo PGB. O programa, que já atuava na reavaliação e revisão de benefícios previdenciários e assistenciais, passa a contemplar também processos de reconhecimento inicial de direitos.
Na prática, pedidos de concessão inicial de benefícios também poderão ser incluídos nas ações extraordinárias destinadas a reduzir o tempo de espera dos segurados.
A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional a partir da Medida Provisória (MP) 1.369/2026. O texto foi aprovado pelo Senado em 3 de setembro, com relatório da senadora Zenaide Maia (PSD-RN).
A medida altera a Lei 15.201, de 2025, que criou o Programa de Gerenciamento de Benefícios no âmbito do INSS e do Departamento de Perícia Médica Federal.
No relatório apresentado ao Senado, Zenaide Maia destacou a necessidade de ampliar a força de trabalho destinada à análise dos processos. Segundo a senadora, o programa contribuiu para reduzir o número de processos pendentes de 2,7 milhões para 1,7 milhão no primeiro semestre de 2026.
A relatora também defendeu a inclusão dos pedidos de concessão inicial de benefícios entre as prioridades do programa, além da redução do prazo para que os processos sejam encaminhados às ações extraordinárias.
Durante a votação em Plenário, Zenaide afirmou que a medida busca acelerar a análise dos processos. Segundo ela, a demora na avaliação dos pedidos afeta principalmente pessoas que dependem de benefícios previdenciários e assistenciais para despesas básicas.
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