Procuradores poloneses formalizaram acusações contra Romana Ż. por participação em grupo criminoso organizado e apropriação indevida de 7,8 milhões de zlotys (US$ 2,1 milhões) em recursos de usuários da exchange de criptomoedas Zondacrypto. Eles também pediram ao Tribunal Distrital de Katowice-Wschód que a investigada fosse mantida em prisão preventiva, citando risco de fuga e de interferência no andamento das apurações.
Romana Ż. foi detida em 5 de setembro e, após prestar depoimento, negou as acusações. As informações constam de comunicado oficial divulgado na segunda-feira, 7 de setembro, pela Procuradoria Nacional da Polônia.
Acusação cita manipulação de registros e interferência em dados
De acordo com a acusação, Romana Ż. teria agido com outras pessoas para se apropriar indevidamente de valores confiados à exchange. As suspeitas incluem alterações não autorizadas em registros de computador e interferência no processamento e na transmissão de dados da plataforma.
O pedido de prisão preventiva apresentado à Justiça foi motivado pelo temor de que a acusada pudesse fugir ou tentar obstruir as investigações.
Outros três investigados seguem detidos
O inquérito também atingiu outras três pessoas, detidas em 2 de setembro e formalmente acusadas. Elas respondem por suspeitas de lavagem de dinheiro, apropriação indevida de ativos da empresa e participação em grupo criminoso organizado. Um tribunal polonês determinou que os três permaneçam em prisão preventiva por até três meses.
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