Um homem de 33 anos recebeu alta hospitalar nesta terça-feira 8, dois dias após ser encontrado com mãos e pés amarrados e ferimentos graves na região genital, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O caso ocorreu na noite de domingo 6, no bairro da Catingueira.
O atendimento começou depois que uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encontrou o homem em frente à própria residência e acionou a Polícia Militar. Quando a guarnição chegou, a vítima já era colocada na ambulância para ser levada ao Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes.
Hospital de Trauma de Campina Grande, onde o homem foi atendido após ser encontrado ferido no bairro da Catingueira — Foto: João da Paz/Ascom/Divulgação
Segundo o cabo Antônio, que atendeu a ocorrência, o homem estava com braços e pernas amarrados. A vítima apontou a própria companheira como responsável pela agressão. Nenhum objeto que pudesse ter sido usado no caso foi localizado no imóvel, e a parte do corpo mutilada também não foi encontrada.
Após o atendimento, o homem foi levado ao Hospital de Trauma. Inicialmente, a unidade informou que ele estava consciente, orientado e em estado estável. Nesta terça-feira, ele recebeu alta. A Polícia Civil informou que não havia prisão em flagrante nem mandado de prisão contra ele.
Vítima relatou suspeita de abuso
De acordo com o relato do homem à Polícia Militar, a companheira teria dito que queria testar tipos de nós que aprendia em um curso de bombeiro civil antes de amarrá-lo.
Ele também afirmou que a mulher suspeitava de atos sexuais contra os dois filhos dela, de 9 e 10 anos. A denúncia não foi confirmada até o momento pela polícia.
Em áudio divulgado pela imprensa local, a mulher afirmou que os filhos relataram os supostos abusos depois de assistirem a uma reportagem sobre violência sexual contra crianças. Ela disse que pretende se apresentar à polícia. A versão apresentada por ela será apurada pelas autoridades.
Polícia abre duas investigações
A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e a Juventude instaurou inquérito para investigar a suspeita de abuso sexual. Segundo o delegado Heitor Soares, as crianças deverão ser ouvidas de forma especial, com acompanhamento adequado à idade.
A polícia também deverá ouvir o pai das crianças e tentar localizar a mulher para colher sua versão. Vídeos apresentados por ela, que supostamente mostrariam uma confissão do homem, serão encaminhados para perícia. O objetivo é verificar a autenticidade e se o material sofreu edições.
A agressão contra o homem é investigada separadamente pela 7° Delegacia Distrital, responsável pelo bairro da Catingueira. Assim, a Polícia Civil apura em procedimentos distintos tanto a denúncia de suposto abuso sexual quanto as circunstâncias da lesão corporal.
Suspeita ainda não havia sido localizada
Até a última atualização, não havia confirmação de prisão da mulher. Segundo a Polícia Militar, buscas foram feitas na região, mas ela não foi encontrada. A corporação informou que informações sobre o paradeiro da suspeita podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 190.
A polícia reforça que qualquer denúncia deve ser encaminhada às autoridades para investigação. As versões apresentadas no caso ainda serão analisadas nos inquéritos.
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