Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Primeiro-Ministro. Em primeiro lugar, eu queria deixar ficar claro a esta Câmara e ao Deputado André Ventura que o PS não tem medo. E também não tem medo do Deputado André Ventura, por uma razão: é que foi o PS que se bateu nas ruas deste país para que o senhor hoje possa usar da liberdade, mesmo fazendo mau uso da liberdade. Sr. Deputado André Ventura, também se deve ao PS o maior reforço de meios de investigação da Polícia Judiciária e deve-se ao PS a origem do próprio Ministério Público. Sr. Deputado André Ventura, nós não entramos em teorias da conspiração. Sabemos, por aquilo que é público no livro que foi há pouco tempo editado, que o Sr. Deputado André Ventura entra em teorias da conspiração. Chegou mesmo até a perspetivar uma fuga, para onde? Para Marrocos. Mas nós não temos medo. Nós não temos medo, Sr. Deputado André Ventura. Sr. André Ventura, nós somos claros para as portuguesas e para os portugueses. O PS não viabiliza esta moção de censura porque o PS responde às portuguesas e aos portugueses. As portuguesas e os portugueses não querem uma crise política. Os portugueses querem que o Governo governe e corresponda às suas preocupações. Mas, Sr. Primeiro-Ministro, eu devo dizer-lhe que deve dar o prémio do mês ao Deputado André Ventura. É porque é graças a ele que não foi feito o escrutínio da saúde, da habitação, dos salários e do custo de vida, que era merecido ao Governo. Está de parabéns, Deputado André Ventura. Sr. Primeiro-Ministro, o nosso voto é também de censura ao Governo. É um voto de abstenção que bloqueia a crise política, mas é um voto que também responsabiliza e censura o Governo. O Sr. Primeiro-Ministro disse aqui na apresentação do programa do Governo que ia planar para a esquerda e para a direita, mas navegar sem rumo traz más consequências à democracia e traz más consequências ao nosso país. Eu recordo, Sr. Primeiro-Ministro, que foi graças à responsabilidade do PS e à sua abstenção que o país não foi, sete meses depois, de novo para eleições, impedindo que o país ficasse em duodécimos, como as eleições presidenciais, e para fazer face às tempestades. Mas o Governo não aprendeu com a lição da votação do orçamento e foi entregar-se nos braços do Chega. Para quê? Entregar-se nos braços do Chega para tirar direitos aos trabalhadores, para tirar direitos aos mais pobres e para mudar a Constituição da República Portuguesa. É verdade. Sr. Primeiro-Ministro, pior do que isto é que quando a força dos trabalhadores se mostrou nas ruas, o que aconteceu foi que o Chega deu o dito por não dito e a AD e o Primeiro-Ministro ficaram expostos à falta de maioria no Parlamento e expostos à falta de palavra do partido que lhe garantiu a aprovação da reforma laboral. Sr. Primeiro-Ministro, o mais grave é que, para ultrapassar esses erros, foi para o Congresso do PSD, foi para a rentrée política e para a Universidade de Verão, não para atacar aquele que lhe faltou à palavra, mas para atacar o PS e o secretário-geral do PS. Desnorte, Primeiro-Ministro. Desnorte, Sr. Primeiro-Ministro. Nós, Sr. Primeiro-Ministro, queremos censurar o Governo, porque o Governo tem falhado em todas as áreas vitais à vida das pessoas. O Governo falhou na gestão das crises. O Primeiro-Ministro falhou na gestão e nos compromissos com a saúde. O Primeiro-Ministro falhou na gestão das necessidades relativas à habitação. E o Primeiro-Ministro falhou nos salários e falhou na educação. Mas, Sr. Primeiro-Ministro, já fomos claros aqui e fomos claros no domínio público. Nós não pedimos as demissões. Nós não pedimos a demissão da Ministra da Saúde. Nós não pedimos a demissão do Ministro da Educação. Nós não pedimos a demissão do Ministro do Trabalho. E quero ser claro, Sr. Primeiro-Ministro: nós também não pedimos a demissão do Ministro da Administração Interna. E sou claro, Sr. Primeiro-Ministro, sobre isto. Quando fez esta escolha para Ministro da Administração Interna, todos fomos claros ao entender que o seu prestígio na gestão da Polícia Judiciária poderia repor a autoridade do Ministério da Administração Interna, mas os factos conhecidos hoje diminuíram a sua autoridade política e o senhor tem que responder para evitar que contamine outros setores do Estado que merecem a confiança dos cidadãos. Sr. Primeiro-Ministro, o que é que vai fazer para quebrar com esta situação institucional, que é uma situação que está a criar uma fragilidade na confiança dos cidadãos nas instituições?
Muito obrigado, Sr. Deputado.
(0)Comments