Zema intensifica críticas ao STF em ato na Paulista e defende mudanças no Supremo -

Zema intensifica críticas ao STF em ato na Paulista e defende mudanças no Supremo -
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Category: Politics
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play_arrow Reproduzindo artigo replay_10 forward_10 1.0x 00:00 00:00 0.5x 0.75x 1.0x 1.25x 1.5x 2.0x O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), intensificou nesta segunda-feira (7) as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma caminhada realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato pelo Dia da Independência do Brasil foi marcado por ataques a ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além da defesa de mudanças nas regras para escolha dos integrantes do tribunal. Durante a manifestação, apoiadores de Zema se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A campanha também colocou uma faixa na fachada do prédio Anchieta, no cruzamento da Paulista com a Rua da Consolação, com a mensagem 'Chega de intocáveis'. A ação fazia referência à série 'Intocáveis', produzida e divulgada nas redes sociais do pré-candidato com críticas a ministros do Supremo. Zema critica Flávio Dino e mira Alexandre de Moraes Durante o ato, Zema criticou o ministro Flávio Dino em reação à uma manifestação feita pelo magistrado no domingo (6). O magistrado havia questionado a possibilidade de um inquérito ser encerrado por causa do longo período de tramitação e defendeu que investigações sejam concluídas antes de eventual prescrição. A manifestação de Dino ocorreu em meio à discussão sobre o futuro do Inquérito das Fake News, depois de o ministro Edson Fachin, na sexta-feira (4), demonstrar posição favorável ao encerramento da investigação. Zema afirmou que Dino integra um grupo de ministros que, segundo sua avaliação, pretende manter a situação atual no Supremo. O candidato também associou Dino aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, afirmando que os quatro fazem parte do mesmo grupo político e institucional. Ao comentar o cenário no STF, Zema afirmou confiar na ministra Cármen Lúcia, cujo posicionamento é considerado relevante para o desdobramento de uma disputa envolvendo pedidos de investigação relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo o candidato, a expectativa é de que a ministra considere sua própria avaliação jurídica em vez de seguir uma postura corporativista. Painel contra ministros do Supremo é colocado na Paulista A campanha de Zema utilizou a fachada de um prédio na Avenida Paulista para exibir um grande painel com a frase 'Chega de intocáveis'. A estrutura apresentava imagens de ministros do STF sorrindo e um boneco representando Alexandre de Moraes atrás das grades. A manifestação gerou reação de integrantes do PT que estavam na avenida. Eles hostilizaram Zema, mas foram impedidos por policiais militares de se aproximarem do candidato. Em outro momento do ato, Zema também citou as investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. O ex-governador fez acusações sobre relações do banqueiro com autoridades e afirmou que pessoas próximas ao centro do poder teriam convivido com ele em viagens, festas e encontros. Zema propõe mudanças na escolha dos ministros Entre as medidas defendidas pelo pré-candidato está a criação de uma lista tríplice para orientar as indicações ao Supremo. A proposta prevê que nomes sejam apresentados por instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Superior Tribunal de Justiça e o Ministério Público Federal. Atualmente, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pela maioria absoluta do Senado. A Constituição estabelece que os escolhidos tenham entre 35 e 70 anos, além de notável saber jurídico e reputação considerada ilibada. Zema afirmou que, se eleito, pretende priorizar candidatos com mais de 60 anos e trajetória acadêmica na área jurídica. Fim das decisões monocráticas Outra proposta apresentada foi o fim das decisões monocráticas de ministros do STF, que são aquelas tomadas individualmente, sem análise imediata pelo plenário ou por uma das turmas da Corte. Zema questionou o peso de uma decisão individual de um ministro diante de decisões tomadas coletivamente pelo Congresso Nacional e classificou a discussão como uma questão relacionada ao funcionamento democrático das instituições. Pré-candidato defende divulgação de agendas e ligações Zema também defendeu maior transparência sobre a rotina do presidente da República. A proposta apresentada prevê a divulgação de compromissos realizados dentro e fora do Palácio do Planalto, além do registro de ligações telefônicas. O candidato afirmou ainda que familiares do presidente e de integrantes dos cargos mais altos do governo deveriam informar atividades que pudessem representar possíveis conflitos de interesses. O ato realizado na Avenida Paulista terminou com um público considerado pequeno entre os apoiadores do Partido Novo. Mesmo diante da baixa adesão, Zema utilizou a manifestação para reforçar sua oposição ao Supremo, apresentar propostas de alteração institucional e consolidar o discurso de enfrentamento a ministros da Corte.

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