Kalil quer levar estratégias de contenção de chuvas de BH para todo o Estado

Kalil quer levar estratégias de contenção de chuvas de BH para todo o Estado
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Category: Politics
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Levar para todo o Estado de Minas Gerais obras de contenção de chuvas que deram resultado em Belo Horizonte é uma das propostas do candidato ao governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), para preparar o Estado para eventos climáticos extremos. Segundo Kalil, o mundo mudou e, diante disso, é necessária uma nova política. Na manhã desta terça-feira (8/9), ele visitou uma das obras de sua gestão à frente da capital mineira (2017-2022), a bacia de contenção do Córrego Vilarinho, conhecida como 'piscinão da Vilarinho', que considera um dos trunfos de seu governo na área. 📲 Acesse o canal de O TEMPO no WhatsApp A bacia funciona como uma espécie de reservatório, com capacidade para 10 milhões de litros de água. O espaço recebe o excesso de água da chuva que poderia se acumular nas ruas e nas redes de drenagem, ajudando a dar vazão ao volume e acelerando o escoamento. A estrutura foi construída depois de 2020, quando Belo Horizonte foi atingida por uma chuva histórica que deixou 13 mortos na capital e mais de 50 em todo o Estado. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias Seguir no Google Segundo Kalil, a região de Venda Nova é marcada historicamente por tragédias e alagamentos durante os períodos de chuva. Para ele, as medidas adotadas em Belo Horizonte precisam ser replicadas em outras regiões de Minas Gerais. 'Nós fizemos 200 encostas e essa aqui é a menor bacia, de 10 milhões. As que estão lá paradas, eu não sei por quê, porque na época nós tínhamos dinheiro para fazer tudo, mas foi problema de corrupção depois que nós saímos', afirmou. Leia também: Cleitinho lidera no 1° turno para o governo de Minas, mas empata com Patrus no 2°, diz pesquisa O candidato disse que visitou Juiz de Fora após as chuvas deste ano, que deixaram 66 mortos, e avaliou que a região enfrenta um problema grave e precisa de obras. 'O mundo mudou e nós precisamos olhar o Estado todo. Eu voltei de Juiz de Fora muito assustado com o que eu vi lá. Então uma chuva na região de Ubá, ali na Zona da Mata, vai ser esse ano um desastre, mas que Deus proteja, porque lá não foi investido nada, estão lá com áreas penduradas perigosamente, e o governo do estado investiu 40 milhões, isso aqui não estamos falando do dia de hoje, uma obra de 400 milhões, de contenção', afirmou Kalil, ao se referir aos valores investidos na bacia de contenção da Vilarinho. Para ele, a região da Zona da Mata está abandonada quando o assunto é preparação para eventos climáticos extremos. Segundo Kalil, embora obras de infraestrutura para contenção de chuvas nem sempre sejam percebidas pela população, elas têm impacto direto na prevenção de tragédias e podem salvar vidas. 'Eu acho que isso é o novo mundo e a nova política. Nós temos que olhar para esse novo mundo que está vindo com esses eventos climáticos. E aqui, graças a Deus, nunca mais aconteceu isso', disse. Apesar de destacar que não houve novas mortes na região, Kalil concorda que ainda existem prejuízos, principalmente para comerciantes. O candidato conversou com comerciantes que eram constantemente atingidos pelas enchentes na Avenida Vilarinho, realidade que eles afirmam ter melhorado depois da obra de contenção. Segundo ele, o poder público precisa considerar também os impactos econômicos dos alagamentos. 'O cara está aqui lutando, já tem imposto enchendo o saco dele, regulamentação, todo tipo de fiscalização e ele ainda é agredido pela natureza? É muito ruim. Nós temos que mudar o foco de infraestrutura, principalmente urbana. Isso é feito com renegociações, com convênios estaduais, e nós pretendemos olhar isso.' Minas também enfrenta períodos de seca Kalil também afirmou que, em um eventual governo, pretende cuidar das regiões do Estado que sofrem com a escassez hídrica, como o Norte de Minas. Para ele, a política de infraestrutura precisa considerar tanto os períodos de seca quanto os eventos extremos de chuva. 'Não é nem seca, nem eventos. São eventos de seca e eventos extremos de chuva. É um novo mundo, nós temos que olhar o novo mundo. Tanto na região extrema, hoje o Norte está sofrendo do extremo do El Niño que eles dizem, mas nós temos que combater. Isso agora virou a obra prioritária, antigamente era fechar, agora é abrir. Então o mundo mudou, o mundo evoluiu, nós temos que evoluir junto com o mundo', destacou.

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