Como parte das celebrações do 7 de Setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou acesso gratuito a uma série inédita de mapas-múndi lançados nos últimos três anos. As publicações colocam o Brasil no centro das representações e estão alinhadas com as inovações aprovadas também pela ONU que corrigem distorções na representação de diversos países do Sul Global.
Historicamente, as imagens mais divulgadas do mapa-múndi por séculos seguiam a clássica representação dava destaque à Europa.
O mapa foi criado pelo cartógrafo Gerardus Mercator em 1569. Ele amplia áreas dos polos e encolhe regiões que estão próximas à linha do Equador. A consequência é que a Europa ganha uma representação maior do que possui enquanto a África e América do Sul, por exemplo, são representadas em tamanho menor.
Uma resolução da ONU aprovada na sexta-feira (4) busca a mudança gradual na forma como o mundo é representado para corrigir distorções. A proposta de mudança veio do governo de Togo, e faz parte do movimento Corrija o Mapa que tem apoio da União Africana.
No Brasil, há três anos o IBGE adota representações que fogem das distorções do mapa-múndi clássico. A atualização dos mapas traz, por exemplo, o Brasil no centro cartográfico e com dimensões mais próximas da realidade.
Há também o mapa divulgado em 2024 na ocasião do G20 no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, outros mapas trouxeram o Hemisfério Sul no topo, diferente da representação clássica. Neste ano, o mapa-múndi divulgado pelo IBGE registra o globo terrestre de acordo com a biodiversidade e, mais uma vez, traz o protagonismo do Brasil na centralidade cartográfica.
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