1. Observatório das Eleições 2026 já reúne cerca de 130 candidaturas comprometidas com a Ciência

1. Observatório das Eleições 2026 já reúne cerca de 130 candidaturas comprometidas com a Ciência
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Category: Politics
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Com adesões de 20 estados e do Distrito Federal, iniciativa da SBPC leva 117 propostas da comunidade científica ao debate eleitoral e convida candidaturas e sociedade a participarem O Observatório das Eleições 2026 da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está ampliando sua presença pelo País. Lançada em 17 de agosto, a iniciativa já reúne 129 candidaturas de 20 estados e do Distrito Federal que assumiram publicamente o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional. As adesões abrangem candidatas e candidatos a diferentes cargos e são publicadas, por estado e por cargo, no site do Observatório, com atualização diária e acesso aberto. Assim, qualquer pessoa pode conhecer quem já se comprometeu e acompanhar a evolução das adesões ao longo da campanha. Mais do que reunir assinaturas, a proposta é colocar em circulação as 117 propostas do caderno 'Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos' e promover o diálogo entre o que a ciência propõe, as questões e demandas da sociedade e aquilo que as candidaturas se comprometem a fazer. 'O Observatório das Eleições é o passo que transforma o caderno em ação. As 'Vozes da Ciência' não podem se encerrar no papel: o Observatório leva as 117 propostas para o debate eleitoral e cria um espaço público no qual candidatas e candidatos podem assumir compromissos com a ciência, a democracia e a soberania, e a sociedade pode acompanhar e cobrar esses compromissos, eixo por eixo', explica a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Das propostas ao compromisso O Observatório é um desdobramento do ciclo 'Vozes da Ciência', realizado pela SBPC entre novembro de 2025 e maio de 2026. Ao longo de seis meses, 13 mesas de debate reuniram mais de 60 pesquisadores de diferentes áreas e regiões do País para discutir desafios brasileiros em temas como educação, meio ambiente, inovação, saúde pública, geopolítica, cultura, democracia e soberania. As discussões deram origem ao caderno 'Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos', que reúne 117 propostas em sete eixos: 1) CT&I como Projeto de Nação; 2) Soberania Nacional: Digital, Tecnológica e Sanitária; 3) Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar; 4) Democracia e Segurança Pública; 5) Equidade, Diversidade e Justiça Social; 6) Educação, Formação e Universidade; e 7) Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância. Agora, o Observatório leva essas propostas para as eleições e convida candidatas e candidatos a dizerem publicamente o que pretendem fazer. Podem aderir ao Termo candidaturas a deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Ao assiná-lo, elas assumem cinco compromissos: tratar a Ciência como política de Estado, com financiamento público, previsível e de longo prazo; fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos; defender a autonomia das universidades e institutos públicos e a liberdade de pesquisa; proteger a democracia, suas instituições e a Constituição de 1988; e se posicionar sobre as propostas do Vozes da Ciência relacionadas ao mandato que pretendem exercer. 'As adesões são tornadas públicas, por cargo e por estado, para que o compromisso com a Ciência não se limite à retórica, mas se converta em registro público e referência para o acompanhamento posterior', afirma Garcia. Ciência como projeto de Nação Embora reúna propostas para diferentes áreas das políticas públicas, a agenda parte de uma questão estruturante: Ciência, Tecnologia e Inovação como Projeto de Nação. Para as candidaturas à Presidência da República e aos governos estaduais, por exemplo, o Vozes da Ciência propõe que CT&I esteja entre as prioridades protegidas de bloqueios orçamentários e que os governos apresentem, nos primeiros 180 dias de mandato, propostas de orçamento plurianual para o setor. O documento também propõe apoio ao Projeto de Lei n° 5.876/2016, que prevê a aplicação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal em CT&I, e a ampliação do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Pesquisa e Desenvolvimento. Para quem disputa vagas no Legislativo, estão entre as propostas atuar contra medidas que reduzam ou contingenciem recursos da Ciência e apoiar uma emenda constitucional que estabeleça um piso mínimo de investimento em CT&I, nos moldes dos mecanismos existentes para Saúde e Educação. O Observatório também é de quem vota A iniciativa não se limita, porém, ao compromisso das candidaturas. O Observatório também convida a sociedade a participar do debate. Organizado a partir dos sete eixos do Vozes da Ciência, o portal oferece propostas e questões que podem subsidiar conversas com candidatas e candidatos em debates, entrevistas, encontros e atividades de campanha. A ideia é contribuir para que diferentes setores da sociedade conheçam as posições de quem disputa o voto, façam suas próprias perguntas e possam acompanhar posteriormente os compromissos assumidos. Essa mobilização deverá chegar também aos estados, com a participação das Secretarias Regionais da SBPC, Sociedades Científicas Afiliadas, pesquisadores, universidades e outras instituições. A proposta é incorporar ao Observatório questões e prioridades dos diferentes territórios e ampliar o diálogo com as candidaturas locais. 'O Observatório é também um instrumento de mobilização da comunidade científica nos territórios. Ele oferece a pesquisadores e pesquisadoras, em cada cidade e região do País, uma ferramenta concreta para qualificar o debate público, dialogar com as candidaturas e aproximar a ciência das decisões que afetam a vida das pessoas', destaca Francilene Garcia. Ciência e eleições em debate Ao longo da campanha, a SBPC também produzirá informações e análises sobre a presença da ciência nas eleições. Estão previstas reportagens sobre os planos de governo das candidaturas ao Executivo, análises estaduais com participação das Secretarias Regionais e levantamentos que cruzem os dados oficiais de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com as adesões registradas no Observatório. Outra frente será o acompanhamento de temas e propostas estratégicas para CT&I que dependem de decisões políticas, ampliando o debate para além da manifestação genérica de apoio à ciência. O objetivo é que o Observatório funcione durante e depois das eleições: a ciência apresenta propostas; a sociedade participa e questiona; as candidaturas respondem e assumem compromissos; e esses compromissos passam a integrar um registro público que poderá ser acompanhado após as urnas. 'Não se trata de apoiar esta ou aquela candidatura. Trata-se de assegurar que, independentemente de quem seja eleito, a Ciência, a Educação, a Democracia, a Soberania e o Conhecimento estejam no centro das escolhas e das políticas públicas que definirão o futuro do Brasil', conclui Garcia. Candidata ou candidato: conheça as 117 propostas do Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos e assuma publicamente seu compromisso. Eleitora ou eleitor: conheça as propostas, acompanhe quem já aderiu e leve essas questões ao debate eleitoral. Conheça o Observatório das Eleições 2026, confira as adesões e partcipe! Assine. Pergunte. Cobre. Jornal da Ciência

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