A renovação urbana de Macau não deve limitar-se à demolição e reconstrução de edifícios antigos, devendo incluir também a modernização dos bairros e o reforço do comércio de proximidade, defende Vong Pui Lam, subdirectora da Comissão de Estudos Estratégicos da Associação Comercial de Macau.
Num artigo publicado no jornal Ou Mun, a responsável propõe a criação de serviços essenciais que permitam aos moradores resolver necessidades quotidianas num raio de cerca de dez minutos, incluindo a compra de alimentos frescos e refeições a preços acessíveis.
Vong Pui Lam aponta Seac Pai Van como um exemplo negativo de planeamento urbano. O bairro, onde vivem entre 30 e 40 mil pessoas, dispõe de poucas lojas para serviços básicos, obrigando os residentes a deslocarem-se para zonas mais centrais.
A responsável defende ainda que Macau deve aproveitar a tradição dos mercados e da restauração de rua, à semelhança de Singapura, transformando estes espaços simultaneamente em serviços para a população e em pontos de interesse turístico.
A proposta inclui a criação de novos mercados e espaços de restauração na Zona A dos Novos Aterros, a simplificação dos processos de licenciamento e medidas para controlar as rendas, de forma a manter os preços acessíveis.
Vong Pui Lam considera ainda que estes espaços podem integrar percursos turísticos e contribuir para distribuir o consumo por outras zonas da cidade, reduzindo a concentração da actividade turística na área dos casinos.
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