Anvisa aprova genéricos de liraglutida da EMS

Anvisa aprova genéricos de liraglutida da EMS
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Category: Health
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A Anvisa aprovou dois novos registros de medicamentos genéricos à base de liraglutida, princípio ativo usado em canetas para obesidade e diabetes tipo 2. As autorizações foram concedidas à farmacêutica brasileira EMS e publicadas no Diário Oficial da União nesta terça-feira (8). Os produtos têm concentração de 6 mg/mL, em solução injetável de aplicação subcutânea. Um dos registros está vinculado ao Olire, indicado para obesidade, e o outro ao Lirux, voltado ao diabetes tipo 2 — medicamentos que a própria EMS já comercializa no país desde 2025. Os registros têm validade até setembro de 2036. O que muda com a aprovação Na decisão publicada no DOU, os medicamentos aparecem como 'genérico — registro de medicamento — clone'. O termo é usado pela Anvisa para um procedimento simplificado de registro, aplicado quando o novo produto tem a mesma composição, fabricante, linha de produção e documentação técnica e clínica de outro medicamento que já passou pela análise completa da agência — o chamado medicamento matriz. As diferenças ficam restritas a aspectos como nome, rotulagem e informações legais de embalagem e bula. Por serem genéricos, os novos produtos serão vendidos pelo nome do princípio ativo (liraglutida), sem marca comercial. A classificação como genérico estabelece exigências específicas: o medicamento precisa ter o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração e indicação do medicamento de referência, além de demonstrar equivalência para substituí-lo. Preço e acesso ainda indefinidos A aprovação não significa que as novas versões estarão imediatamente disponíveis nas farmácias. A EMS ainda precisa definir o lançamento e os preços de comercialização. No Brasil, os preços máximos de medicamentos são regulados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A regra atual estabelece que o Preço Fábrica de um genérico não pode ultrapassar 65% do valor autorizado para o medicamento de referência. Isso não garante, porém, que o consumidor encontrará uma diferença fixa de 35% na farmácia, já que o preço final pode variar conforme impostos, descontos dos laboratórios e políticas comerciais das redes.

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