Lulinha mora em condomínio na Espanha que tem spa e tirolesa

Lulinha mora em condomínio na Espanha que tem spa e tirolesa
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Category: Politics
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JÚLIA BARBON MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) – O condomínio na Espanha onde vive o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula (PT), conta com amplos jardins, spa, tirolesa e apartamentos que podem custar 5.500 euros por mês de aluguel, o equivalente a R$ 32 mil. A Folha de S.Paulo visitou um imóvel à venda no mesmo complexo residencial, em La Moraleja, a cerca de 20 minutos do centro de Madrid. O bairro de alto padrão é conhecido por abrigar mansões de famosos como os jogadores Vini Jr. e Rodrygo, do Real Madrid. A residência de Lulinha, como é conhecido o filho do presidente, foi divulgada pelo site Metrópoles e confirmada pelo jornal. A defesa do filho do presidente afirma que ele paga o aluguel com rendimentos e esforço de seu próprio trabalho. 'Sempre afirmamos que ele vive em condições dignas, mas sem luxos em Madrid, onde cria e educa seus filhos', diz o advogado Marco Aurélio de Carvalho. Lulinha não se pronunciou até agora. Ele é investigado em três inquéritos da Polícia Federal, que apuram supostos crimes de tráfico de influência e corrupção a partir de elementos encontrados na apuração sobre suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS. As informações que já foram divulgadas até o momento mostram tentativas de contratações que não foram fechadas pelo governo federal. Sua defesa tem negado ilegalidades, e Lula tem dito que, caso esteja envolvido, seu filho será investigado. As portarias, muros altos e áreas verdes do bairro La Moraleja destoam das demais regiões da capital espanhola, com clube de golfe, hípica e colégios internacionais no entorno. Seguranças fazem rondas, mas o nível de controle é muito menor que o de complexos do mesmo padrão no Brasil. O condomínio onde Fábio Luís mora é composto por 13 edifícios baixos divididos em três blocos, totalizando 262 apartamentos. No centro do bloco que a reportagem visitou está uma grande piscina com borda infinita e salva-vidas –segundo anúncios imobiliários, existem outras três, além de um spa com sauna e academia. Aquários de vidro servem de coworking ou espaço kids para deixar as crianças com um funcionário, e uma zona de brinquedos exterior conta com três tobogãs e uma tirolesa de 30 metros de extensão. As áreas verdes somam 39 mil m², o equivalente a quase 80% do estádio do Pacaembu. O apartamento visitado, que segundo a defesa não é o mesmo de Lulinha, tem 240 m² e uma espaçosa e luminosa sala, com cozinha 'com ilha' e varanda com vista para a piscina. Inclui quatro quartos, quatro banheiros e duas vagas de garagem –também existem unidades com cinco quartos e opções menores em que a planta original foi modificada. O aluguel com condomínio e impostos sai por 5.500 euros, mas para entrar a imobiliária pede mais três meses adiantado, somando 22 mil euros à vista (R$ 130 mil). Na Espanha, é comum que o inquilino precise comprovar uma renda até três vezes maior para alugar. Questionado, o advogado de Lulinha afirmou que contratos privados são negociados entre as partes e insinuou que a unidade de Fábio Luís está abaixo desse valor e condições de entrada, mas não quis dar mais detalhes sob o argumento de preservação de privacidade. Pelo mesmo motivo, não quis detalhar a atual atividade do filho do presidente. Disse apenas que ele segue trabalhando como pessoa física no setor privado: 'Os sigilos bancário e fiscal dele já foram quebrados e se demonstrou que sua renda é suficiente para viver de forma digna na Espanha mesmo se não estivesse trabalhando'. Lulinha se mudou para o país com a mulher e os dois filhos em 2025 e, como a Folha de S.Paulo mostrou, abriu uma empresa em janeiro deste ano que segue inativa. Batizada de Synapta, a companhia tem Fábio Luís como funcionário único e declara atividades genéricas nas áreas de tecnologia, como consultoria técnica e informática. A última movimentação registrada foi a exclusão de um escritório de advocacia local como seu representante legal e domicílio social, em março, 12 dias após a publicação da reportagem, e a sua transferência para o endereço de um coworking.

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