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O chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, considerou esta terça-feira que o Governo da República tem um 'problema de comunicação' sobre a realidade do país e criticou o 'ruído político constante' à volta do ministro da Administração Interna.
'Neste momento, há uma diferença entre o país político e o país real, porque o país real está com crescimento nos últimos seis meses de 2,5%, tem o desemprego em mínimos históricos, a dívida pública está controlada', observou.
Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava à margem de uma visita às obras do novo nó rodoviário da Cancela, no concelho de Santa Cruz, zona leste da ilha da Madeira, onde comentou a audição parlamentar de hoje ao ministro Luís Neves e a moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega.
'O que nós temos é um ruído constante, que serve obviamente os partidos, designadamente o Chega, mas que não tem a ver com uma situação real do país', disse.
O presidente do Governo Regional da Madeira considera que este ruído político é 'quase histriónico', porque faz parecer que o país está numa crise profunda.
'Mas o país não está numa crise. O país, neste momento, está com um crescimento superior à média da União Europeia, está quase em pleno emprego', afirmou, reconhecendo que o Governo da AD [PSD/CDS-PP], liderado por Luís Montenegro, 'tem tido um problema de comunicação no meio deste ruído'.
Miguel Albuquerque disse ainda não ter qualquer razão para pôr em causa o desempenho do ministro da Administração Interna e desafiou o executivo nacional a falar mais sobre a situação real do país.
'Nós, neste momento, estamos numa boa conjuntura', disse, reforçando: 'Temos que olhar para a vida real das pessoas. Temos problemas pontuais no acesso à habitação, temos problemas na saúde, mas não são problemas estruturais. Do ponto de vista estrutural do país, estamos a crescer economicamente acima da média da União Europeia, acima da Alemanha, e isso tem de ser dito.'
Em relação ao nó rodoviário da Cancela, um investimento de 2,9 milhões de euros, Albuquerque indicou que os trabalhos deverão ficar totalmente concluídos durante o mês de outubro, melhorando o trânsito numa zona bastante congestionada.
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