Seguro de vida cresce 10,3% no primeiro semestre e ganha espaço no planejamento financeiro

Seguro de vida cresce 10,3% no primeiro semestre e ganha espaço no planejamento financeiro
View on original source
Category: Financial
Share
Archive
Like
O seguro de vida ganhou espaço no orçamento dos brasileiros em 2026. Nos primeiros seis meses do ano, o segmento registrou crescimento nominal de 10,29% em relação ao mesmo período de 2025, avanço de 5,70% já descontada a inflação, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O movimento ocorre dentro de um mercado de proteção pessoal que movimentou R$ 41,6 bilhões somente no primeiro semestre. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com base nas informações da Susep, mostram que os seguros de pessoas cresceram 10% no período e que quase metade, 48%, dos prêmios arrecadados correspondeu aos seguros de vida individual e coletivo. Na outra ponta, as indenizações também avançaram. Os seguros de pessoas pagaram R$ 8,9 bilhões aos segurados e seus familiares entre janeiro e junho, alta de 7,9%. No seguro de vida individual, o crescimento das indenizações foi ainda maior, de 19,9%. Para Gustavo Zanon, CEO da Seguralta, os números refletem uma mudança gradual na maneira como o brasileiro enxerga esse tipo de proteção. 'Durante muito tempo, seguro de vida foi associado quase exclusivamente à morte. Essa percepção está mudando porque o consumidor começa a entender que estamos falando também de proteção financeira durante a vida. Uma doença grave, uma invalidez ou a impossibilidade de trabalhar por determinado período podem comprometer rapidamente a renda de uma família', afirma. Essa mudança aparece também entre os produtos que mais cresceram no semestre. Os seguros contra doenças graves avançaram 19,2% em prêmios na comparação com o primeiro semestre de 2025. Nas indenizações, o crescimento dessa modalidade chegou a 41,5%. Para Zanon, o avanço ajuda a colocar o seguro de vida em uma discussão mais ampla sobre planejamento financeiro. 'Quando uma família organiza as finanças, normalmente pensa em reserva de emergência, investimentos, imóvel ou aposentadoria. Mas existe uma pergunta que muitas vezes fica de fora: o que acontece com esse planejamento se a principal fonte de renda desaparecer ou ficar interrompida por meses? O seguro entra justamente nessa lacuna', explica. O desafio é particularmente relevante diante das transformações no mercado de trabalho. Autônomos, profissionais liberais, microempreendedores e trabalhadores cuja renda está diretamente ligada à capacidade de exercer uma atividade podem enfrentar impacto financeiro imediato em caso de afastamento. A expansão do mercado, entretanto, exige atenção do consumidor. Seguro de vida não é um produto único: valores de cobertura, riscos contemplados, carências, exclusões e critérios para pagamento de indenização variam conforme a apólice. 'Não existe uma cobertura ideal que sirva para todo mundo. Uma pessoa com filhos pequenos e responsável pela maior parte da renda familiar tem uma necessidade diferente de alguém solteiro ou de um profissional autônomo. O erro é contratar olhando apenas para o preço mensal sem entender o que efetivamente está protegido', diz Zanon. Os dados mostram que essa proteção já está sendo utilizada em escala relevante. Mesmo com o crescimento de dois dígitos, o setor ainda trabalha para ampliar sua presença entre os brasileiros. Para Zanon, avançar depende também de tornar o assunto mais simples e menos associado a situações extremas. 'Seguro de vida não deveria ser uma conversa que começa quando alguma coisa ruim acontece. Quanto mais cedo a proteção entra no planejamento financeiro, mais natural ela se torna. O desafio do nosso mercado é fazer o brasileiro enxergar isso como parte da organização da vida financeira, e não como um assunto para depois', conclui.

(0)Comments

 

A note on cookies

Newshunt uses essential cookies to keep you signed in and to remember your language and country, so the site works the way you expect. With your permission, we'd also like to use analytics cookies to understand how people use Newshunt and improve it over time.

Accepting only affects analytics. To learn more, view our Privacy Policy or Terms & Conditions.