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O candidato Mendonça Filho (PL) foi o primeiro a ser sabatinado no evento 'Diálogo da Indústria com candidatos ao Senado', promovido nesta terça-feira (8), na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no bairro de Santo Amaro, na região central do Recife. O encontro foi mediado pelo jornalista Aldo Vilela, com transmissão da rádio CBN.
Com a ausência dos candidatos Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), que alegaram conflito de agenda com outros compromissos de campanha, participam da sabatina da Fiepe, ao longo do dia, Mendonça Filho (PL), Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT) e Paulo Rubem Santiago (PSOL).
'Insegurança jurídica' no STF
Antes de responder os questionamentos de representantes da indústria pernambucana, Mendonça comentou sobre os embates entre integrantes do Supremo Tribunal Federal. 'O Brasil hoje vive uma crise institucional séria. (...) Isso representa insegurança jurídica. Quando os poderosos de plantão não respeitam a Constituição, evidentemente você está quebrando o pacto social estabelecido em convivência harmônica em todas as pessoas', avaliou.
'Se a Constituição vale para um trabalhador, para um advogado de caso, tem que valer para o ministro de Estado, para o deputado federal, para o senador da República, para o presidente da República e para o ministro de Estado', disse o candidato. 'Acho até que a gente deveria ter uma proposta, que eu pretendo apresentar, de mudar o nome do Supremo Tribunal Federal. Tem que mudar para, sei lá, Corte Constitucional do Brasil, porque quando falam em Supremo, o cara se acha mais importante que Deus', comentou.
O candidato afirmou que não vai hesitar em votar pelo impeachment de membros do STF, caso eleito. 'Não vou ser senador da República para ficar ajoelhado diante de quem quer que seja, muito menos o ministro supremo do Tribunal Federal. Não estou aqui ameaçando ninguém, mas vou cumprir minhas obrigações', declarou. 'Se tiver de tirar o ministro supremo do Tribunal Federal, pode ter certeza que eu tirarei uma maior tranquilidade, garantindo a ampla defesa, o devido processo legal', destacou.
'A gente precisa ter um supremo isento, um supremo independente, um supremo distante da política do dia-a-dia. Mas parecem comentaristas políticos e políticos sem voto no que propriamente o ministro de estado', criticou o candidato.
'Se o congresso derruba o IOF, o Supremo vai lá com uma canetada de um ministro Supremo, desmoraliza quase 400 deputados e passa por cima. Alexandre, 'o Todo Poderoso' derruba a decisão monocraticamente. Para mim isso é desrespeito à democracia e à instituição Congresso Nacional. Eu terei peito, eu terei coragem de ter independência para não perseguir quem quer que seja, mas para atuar com a tradição pernambucana, ser uma voz respeitada no Brasil e defendendo os valores democráticos e institucionais', prometeu.
Afastamento do diretor da PF
Mendonça Filho comentou a decisão do ministro André Mendonça que determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
'Tem alguma coisa errada no Brasil, o diretor geral da Polícia Federal mandar investigar o ministro de estado, eu diria sem ordem judicial, é como se, por ventura, a Polícia Federal fosse um aparelho de um partido político. O Brasil tem instituições que são instituições de estado, o estado representa o povo brasileiro, a sociedade brasileira, independentemente da minha ideologia, da minha linha de pensamento político', frisou.
Apresentação
Em sua fala inicial, Mendonça refletiu sobre a importância de debates como o promovido pela Fiepe para a escolha dos candidatos ao Senado. 'É uma oportunidade de debater e conversar. É o que faz com que o eleitor possa decidir com mais tranquilidade. Às vezes, as pessoas desprezam o processo eleitoral em geral, o cargo do senador (...) e o problema daqueles que abominam e que condenam a política é que eles serão condenados a serem governados por políticos, independentemente de participarem ou não', refletiu Mendonça.
O candidato detalhou um pouco da sua trajetória na política. 'Sou uma pessoa que tem um histórico, 40 anos de vida pública, não tenho um processo, ocupei cargos muito relevantes como governador do estado e vice-governador. Impactei diretamente a vida das pessoas com projetos que mudaram para melhor a vida de muitos pernambucanos e que se espalharam para o Brasil como o da Escola de Ensino Médio Integral, que hoje é uma política nacional, protege os jovens, protege a juventude atitude e gera melhor qualidade em termos de educação', detalhou.
Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado, em sabatina na Fiepe | Foto: Arthur Botelho
Na área da saúde, Mendonça citou o apoio que presta como parlamentar com emendas destinadas a instituições pernambucanas como o Procape, a Fundação Altino Ventura, o Hospital do Câncer, o Imip e o Instituto do Fígado.
'Quero ampliar essa iniciativa, ampliar a minha participação também na área de infraestrutura, apoiando o governo Raquel Lyra, que eu defendo, tenho reiterado isso desde o primeiro dia do seu mandato. Minha relação com ela é uma relação de confiança fraterna, acredito nela, confio nela, é uma pessoa séria, competente, dedicada e eu como senador serei um elo importante em Brasília. Não chegarei lá para passear ou me acomodar. Serei como sempre fui e todas os mandatos que ocupei, uma pessoa ativa', prometeu.
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