Choque entre Mónica García e o PP pela crise em Ceuta

Choque entre Mónica García e o PP pela crise em Ceuta
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Category: Health
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A ministra da Saúde, Mónica García, recriminou nesta terça-feira ao Partido Popular que tenha transformado Ceuta em um "campo de batalha político" fazendo um uso "absolutamente torticero" do "sofrimento legítimo" da cidadania da cidade autônoma. García se expressou assim no Senado ao responder ao senador 'popular' Abdelhakim Abdeselam Al Lal, que sustentou que a chegada maciça de pessoas migrantes no mês passado de julho desencadeou em Ceuta uma crise humanitária, sanitária, social e política. Durante sua intervenção, a ministra ressaltou que o sistema de saúde ceutiano "pode estar tensionado, mas não está colapsado" e sublinhou que "em nenhum momento" foi cancelada uma operação nem uma consulta. Aproveitou para agradecer o "esforço adicional" dos profissionais de saúde e, em seguida, criticou o PP que "isso para vocês não faz a menor diferença". Neste ponto, indicou que "a metade" do Hospital Universitário de Ceuta se encontra "vazio" e detalhou que "agora mesmo, a dia de hoje, há 104 pessoas internadas, das quais apenas 13 são pessoas migrantes". García também reivindicou a atuação do Executivo central, assegurando que "desde o minuto um" todos os ministérios com competências em Ceuta "se empenharam ao máximo" para que a população ceutiana recupere a normalidade, que, segundo indicou, foi alterada "pela chegada maciça de pessoas migrantes" e "pela chegada maciça do discurso de ódio". "O primeiro será resolvido nas próximas semanas, o segundo nunca será resolvido se vocês continuarem e ficará enraizado em uma sociedade que, se é exemplo de algo, é exemplo de convivência", enfatizou a ministra. "VOCÊ MENTE, COMO SEMPRE" Por sua parte, Abdelhakim Abdeselam reclamou à titular da Saúde que considere Ceuta e Melilla como zonas de difícil cobertura, que não descarregue sobre a saúde ceutiana responsabilidades que pertencem ao Estado, que sejam convocados os conselhos de ministros necessários para restabelecer a normalidade e que se proceda à devolução das pessoas migrantes. Além disso, acusou García de mentir, "como sempre". "Os dados que maneja são sempre errôneos", assegurou, para afirmar que no primeiro dia da chegada de migrantes foram atendidas mais de 500 urgências e que, entre 1 e 5 de setembro, foram registradas mais de 1.550 atendimentos de urgência. "Você carrega sobre a cidade autônoma suas competências. E você até o dia 16 não apareceu por Ceuta. No dia 11 apareceu nossa vice-secretária de Política Sanitária e Social para que vocês abrissem a zona clúster de catástrofes e emergências", acrescentou o senador do PP. Em consequência, concluiu que a ministra está "totalmente deslegitimada para dar qualquer opinião" e pediu sua demissão diante da Câmara Alta.

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