Por que é tão difícil dizer o que a gente realmente sente?

Por que é tão difícil dizer o que a gente realmente sente?
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Category: Entertainment
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Tem conversa que a gente começa a ter muito antes de abrir a boca. Obrigado por ler Caroline Mudinutti Psicóloga! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho. Você ensaia no banho. Pensa enquanto dirige. Imagina o que vai dizer, o que a pessoa vai responder, como você vai explicar. Às vezes até encontra as palavras certas. Mas chega na hora e sai: 'Não, tudo bem.' Quando, na verdade, não estava tudo bem. Ou você consegue falar. Coloca um limite, diz que algo te incomodou, recusa alguma coisa que não queria fazer. E aí começa outra conversa — dessa vez, dentro da sua cabeça. Será que fui grossa?Será que precisava ter falado aquilo?Será que ele ficou chateado?Talvez eu devesse mandar uma mensagem explicando melhor… E um limite que poderia caber em duas frases vira um texto de quinze linhas. Eu acho interessante porque costumamos chamar tudo isso de 'dificuldade de comunicação'. Mas nem sempre falta sabero que dizer. Muitas vezes, nós sabemos. O difícil é suportar o que imaginamos que pode acontecerdepois que dissermos. Para algumas pessoas, uma conversa difícil é apenas uma conversa difícil. Para outras, ela parece carregar uma ameaça muito maior: E se a pessoa se afastar?E se ficar com raiva de mim?E se eu parecer egoísta?E se eu estiver exagerando? E é aqui que comunicação e relacionamentos começam a se misturar. Porque a forma como você se comunica não nasceu ontem. Ela foi sendo construída ao longo da sua história. Talvez você tenha aprendido que ser uma boa menina era ser educada, compreensiva, obediente, não dar trabalho. Talvez tenha recebido muito mais reconhecimento quando cedia do que quando questionava. Talvez tenha crescido percebendo que algumas relações ficavam mais tranquilas quando você engolia o que sentia. E nós crescemos. Mas algumas dessas regras crescem junto com a gente. A menina que aprendeu que precisava ser boazinha pode se tornar a mulher que pede desculpas antes de colocar um limite. Que começa uma conversa dizendo: 'Eu sei que posso estar exagerando, mas…' 'Desculpa falar isso…' 'Não quero que você fique bravo…' 'Talvez seja coisa da minha cabeça…' Percebe? Antes mesmo de dizer o que sente, ela já está tentando diminuir o impacto da própria voz. Eu gosto de deixar isso muito claro. Não precisamos transformar assertividade em dureza. Você não precisa deixar de ser carinhosa, empática ou cuidadosa para aprender a se posicionar. Aliás, uma boa comunicação também considera o outro. O problema aparece quando considerar o outro significadesconsiderar você. Quando manter a paz depende sempre do seu silêncio. Quando você aceita para não decepcionar. Quando diz 'tanto faz' tendo uma preferência. Quando pede desculpas por necessidades absolutamente legítimas. Ou quando acredita que uma conversa só foi bem-sucedida se o outro terminou feliz com aquilo que você disse. Essa última é especialmente importante. Você pode se comunicar com respeito, escolher cuidadosamente suas palavras e ainda assim desagradar alguém. O outro pode ficar frustrado. Pode discordar. Pode precisar de tempo. E isso, por si só, não significa que você se comunicou mal. Em vez de perguntar apenas: 'Como eu falo isso sem deixar a pessoa chateada?' talvez, em algumas situações, a pergunta precise ser: 'Como eu posso falar isso com respeito mesmo sabendo que a pessoa pode não gostar?' Parece uma mudança pequena. Não é. Na primeira pergunta, sua missão é controlar a reação do outro. Na segunda, sua responsabilidade está naquilo que realmente pertence a você:a maneira como escolhe se comunicar. E talvez seja justamente aí que uma comunicação mais saudável comece. Não quando encontramos uma fórmula perfeita para nunca gerar desconforto. Mas quando conseguimos ser gentis com o outrosem desaparecer da conversa. Quero deixar uma pergunta para você hoje: em quais relações você sente que pode falar livremente — e em quais ainda precisa ensaiar cada palavra antes de dizer o que sente? Se esse texto fez você pensar em alguém ou em alguma situação da sua vida, compartilhe com quem também possa precisar dessa reflexão. 🤍 Esse assunto aparece tanto nos relacionamentos que decidi transformá-lo em um encontro inteiro. No dia14 de setembro, às 19h30, vou realizar o aulão onlineComunicação que Conecta. Serão1h30 ao vivo pelo Zoom, falando sobre medo de desagradar, dificuldade de dizer não, culpa depois de se posicionar, limites, crenças, comunicação passiva, agressiva e assertiva e, principalmente, como levar tudo isso para as conversas da vida real. Teremos exercícios práticos, espaço para perguntas ematerial em PDF. O investimento éR$42. Se quiser participar, me mande um direct ou responda a este texto com a palavraCOMUNICAÇíO. Vou ficar muito feliz em ter você comigo. 🤍 Eu souCaroline Mudinutti, psicóloga e escritora, e por aqui conversamos sobre relacionamentos, vínculos emocionais, autoestima e tudo aquilo que acontece nas camadas que nem sempre conseguimos explicar. Você também pode me encontrar no: TikTok:https://www.tiktok.com/@carolinemudinuttiInstagram:https://www.instagram.com/carolinemudinutti.psicologa/YouTube:Caroline Mudinutti | Psicóloga —https://www.youtube.com/@carolinemudinutti.psicologa 📚 Se você quer se aprofundar nas dinâmicas dos relacionamentos narcisistas, conheça meu eBookA Prisão Invisível: Como Identificar e Lidar com um Narcisista, disponível na Amazon:https://link.amazon/B01KnKz6H 📩Contato:contato@carolinemudinuttipsicologa.com.br Lembre-se: você é o amor da sua vida. Obrigado por ler Caroline Mudinutti Psicóloga! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.

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