A Stellantis vai reduzir o ritmo de produção da Fiat Titano e da Ram Dakota na fábrica de Ferreyra, em Córdoba, na Argentina. A decisão acompanha uma demanda abaixo das projeções nos mercados atendidos pela unidade.
Segundo o site argentino A Rodar Post, o planejamento inicial previa 27 mil picapes em 2026, sendo 18 mil Dakota e 9 mil Titano. Agora, a estimativa teria caído para 16,5 mil unidades, redução de aproximadamente 39%. Os números de produção não foram confirmados oficialmente pela Stellantis.
A previsão de produção entre setembro e dezembro para a Dakota teria passado de 8 mil para apenas 3 mil unidades. Para a Titano, o volume teria passado de 1,5 mil para mil unidades.
Além disso, a linha das duas picapes passou a trabalhar com apenas um turno a partir de setembro, contra dois anteriormente.
Os números brasileiros ajudam a explicar o movimento. Até agosto, a Ram Dakota acumula 3.200 emplacamentos, enquanto a Fiat Titano soma 3.479 unidades. Apenas em agosto foram 634 Dakota e 258 Titano.
A diferença para as principais picapes médias continua grande. Somente em agosto, a Toyota Hilux registrou 3.471 unidades, enquanto no acumulado até agosto a picape vender 30.203 unidades, quase nove vezes mais que ambas da Stellantis.
Assim, mesmo pertencendo ao grupo que domina segmentos de picapes com Strada e Toro, a Stellantis ainda enfrenta dificuldades para ganhar espaço entre as médias tradicionais.
Por outro lado, o ajuste não significa abandono do projeto. A fábrica argentina recebeu cerca de US$ 380 milhões em investimentos e deverá começar a produzir localmente o motor 2.2 Multijet turbodiesel em 2027.
A própria Stellantis afirma que a adequação acompanha a evolução da demanda e mantém os investimentos previstos para Córdoba, considerada estratégica para suas operações na América do Sul.
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