Aos 79 anos, Elton John esquece aposentadoria em show com baladas imbatíveis no Rock in Rio

Aos 79 anos, Elton John esquece aposentadoria em show com baladas imbatíveis no Rock in Rio
View on original source
Category: Entertainment
Share
Archive
Like
Elton John, aos 79 anos, foi headliner do Palco Mundo do Rock in Rio no dia 7 de setembro, em seu primeiro show no Brasil desde 2017. O britânico tocou 24 músicas em 2 horas e 15 minutos, tornando-se o headliner mais velho da história do festival. Vestido com terno de paletó amarelo fluorescente e camisa azul-marinha, ele se apresentou pela terceira vez no festival e oitava vez no Brasil. O retorno após 9 anos Não vinha ao Brasil desde uma apresentação com James Taylor em 2017. A turnê de despedida Farewell Yellow Brick Road, iniciada em 2018, se estendeu até 2023 e contabilizou 330 shows, impedindo que Elton visitasse o país naquele período. Apesar da aposentadoria relativa que assumiu após encerrar a turnê, o artista aceitou esta apresentação pontual no Rio como forma de compensar a ausência prolongada junto aos fãs brasileiros. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Elton John (@eltonjohn) Elton John (Foto: reprodução/Instagram/@eltonjohn) Elton segue em pé, embora de forma seletiva. Dois shows estão marcados para outubro no México, e ele sinalizou que continuará aceitando convites esporádicos. O intervalo maior entre apresentações devolveu fôlego ao artista: sua voz soou mais encorpada que em outras vindas, e ele pareceu mais descansado no palco. O setlist e os momentos altos A sequência que abriu o show foi memorável: Crocodile Rock, Saturday Night's Alright for Fighting e I'm Still Standing em seguida, criando um pico de energia desde o início. Baladas como I Guess That's Why They Call It the Blues e Goodbye Yellow Brick Road mostraram a versatilidade de um repertório construído ao longo de décadas. O encerramento com Your Song consolidou o arco emocional da apresentação. Antes de 'Your Song', Elton avisou ao público: 'Não tenho muita voz sobrando, mas vou cantar essa'. E sustentou as notas mais exigentes mesmo após meses longe do palco. Momentos agitados como I'm Still Standing foram bem executados, reafirmando a resistência física ainda presente aos 79 anos. A tradição brasileira de Skyline Pigeon se repetiu. O britânico tocou a música pela 19° vez consecutiva em shows no Brasil, uma sequência que começou em 1995 na Arena Anhembi, em São Paulo, e se mantém ininterrupta em todas as 18 apresentações seguintes no país. Sobre ela, Elton declarou: 'Essa música foi a mais rápida que escrevi com Bernie. E ela só é popular no Brasil'. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Rock in Rio (@rockinrio) Elton John (Vídeo: reprodução/Instagram/@eltonjohn) Skyline Pigeon foi lançada em 1969 no álbum de estreia Empty Sky. No Brasil, chegou ao grande público pela trilha da novela Carinhoso em 1973. No resto do mundo, a música desapareceu gradualmente do repertório de Elton. Transformou-se em favorita local única, um fenômeno que perdura há três décadas. A era de ouro: 1969 a 1976 Entre 1969 e 1976, Elton John lançou 11 álbuns de estúdio em ritmo de produção raríssimo para popstars deste tamanho. Naquele período, consolidou o piano como instrumento vital tanto do rock de arena quanto do soul de rádio, redefinindo como os teclados funcionavam no rock. O resultado foi comercial massivo: o artista vendeu mais de 300 milhões de discos em todo o mundo. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por multishow (@multishow) Elton John (Vídeo: reprodução/Instagram/@multishow) Este desempenho foi possível graças à parceria com Bernie Taupin, letrista com quem trabalha desde 1967. Taupin entrega os textos prontos, Elton lê, escolhe alguns e compõe a melodia e a estrutura musical, quase sempre em menos de uma hora. As melodias grandiosas do britânico se encaixavam perfeitamente nas letras melancólicas do parceiro, mesmo quando um estava em um lugar e o outro em outro. Antes de Candle in the Wind, Elton mencionou: 'Este ano seria o centésimo aniversário da Marilyn Monroe e essa música é sobre ela' No telão, imagens da atriz acompanharam a performance. Depois, apresentou Cold Heart com Dua Lipa no telão, anunciando: 'Com vocês, Dua Lipa'. O momento criou uma ponte entre gerações no Palco Mundo. Problemas técnicos em grande escala As projeções no telão funcionaram de forma aleatória durante a apresentação. Cenas do musical Rocketman e imagens desconexas dominavam a tela em momentos que não agregavam à performance musical. Em faixas como Tiny Dancer e Honky Cat, o cantor não aparecia no telão enquanto tocava, privando os espectadores mais afastados de acompanhar a expressão facial do artista. Com perto de 100 mil fãs na plateia, esse tipo de falha técnica compromete a experiência visual de uma parcela significativa do público.

(0)Comments

 

A note on cookies

Newshunt uses essential cookies to keep you signed in and to remember your language and country, so the site works the way you expect. With your permission, we'd also like to use analytics cookies to understand how people use Newshunt and improve it over time.

Accepting only affects analytics. To learn more, view our Privacy Policy or Terms & Conditions.