Maria da Graça Carvalho abordou a subida dos preços dos combustíveis perante o aumento da contestação popular.
7 Setembro 2026, 19h43
Num grave momento de crise energética, o Governo anunciou hoje que vai dar mais poderes ao regulador sobre o setor dos combustíveis.
'Vamos alterar a legislação para extender o âmbito da atuação da ERSE reforçando os poderes sancionatórios em toda a cadeia incluindo a refinação', afirmou hoje Maria da Graça Carvalho.
A subida recorde do preços dos combustíveis levou o Governo hoje a reagir depois de o gasóleo subir dez cêntimos esta segunda-feira, com a gasolina a aumentar oito cêntimos, com estes valores a incluir já o desconto sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
'Governo não está a lucrar com a subida do preços dos combustíveis', afirmou, abordando as declarações realizadas pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. 'Está-se a referir a impostos arrecadados em 2024/25, tal como nos podíamos referir aos impostos arrecadados pelo PS durante a sua governação'.
'Todo o aumento do IVA foi usado para abater ao ISP, 700 milhões de euros. Estamos a dar desconto do ISP de 23 cêntimos. Esta é uma medida concreta que apoia as famílias. Temos o dever ser rigorosos com os números', acrescentou.
A ministra do Ambiente defendeu recentemente que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) deve alargar as competências sancionatórias do regulador.
No seu estudo sobre a Formação e Evolução dos Preços dos Combustíveis Rodoviários em Portugal Continental, a ERSE concluiu que não existem indícios de irregularidades no mercado nacional de combustíveis. Sobre a fixação de preços ou margens máximas, a entidade liderada por Pedro Verdelho considera que não existem razões.
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