Torres Novas concluiu as 12 operações municipais financiadas pelo PRR, num investimento superior a seis milhões de euros, atingindo uma taxa de execução de 100%, disse esta segunda-feira o presidente da câmara municipal.
'À data de 31 de agosto, o Município de Torres Novas tinha concluído a totalidade das 12 operações aprovadas, correspondendo a uma taxa de execução de 100%', afirmou José Trincão Marques (PS), em resposta escrita à agência Lusa.
Segundo o presidente da câmara daquele município do distrito de Santarém, todas as operações foram executadas dentro dos prazos contratualmente estabelecidos pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), não havendo projetos municipais ainda em curso nem situações identificadas de perda ou redução de financiamento.
Os 12 projetos representam um financiamento total de 6.004.820,28 euros e abrangem sete áreas de intervenção, entre saúde, habitação, respostas sociais, acessibilidades, serviços públicos, cultura e transição digital.
O maior investimento corresponde à operação relativa à construção da Unidade de Saúde Familiar (USF) Cardilium, com financiamento de cerca de 2,27 milhões de euros, seguida da instalação da Loja do Cidadão, com cerca de 1,05 milhões de euros.
Na habitação, foram apoiadas a reabilitação de oito fogos na Calçada António Nunes, num investimento financiado de cerca de 794 mil euros, e a construção de seis fogos no gaveto da Rua dos Ferreiros com a Rua Atriz Virgínia, com cerca de 673 mil euros.
O Bairro Comercial Digital 'Vila', destinado à modernização e transição digital do comércio e do centro urbano, recebeu financiamento de cerca de 596 mil euros.
Na área da saúde, além da operação relativa à construção da USF Cardilium, foram concluídas a reabilitação da Unidade de Saúde Pública (USP) – Polo Torres Novas, com cerca de 155 mil euros, e da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) – Polo Brogueira, com aproximadamente 147 mil euros.
Entre os restantes investimentos estão o projeto Radar Social Torres Novas, financiado em cerca de 153 mil euros, a aquisição de equipamento de vídeo e imagem para o Teatro Virgínia, com 150 mil euros, e três intervenções no âmbito das acessibilidades.
Estas últimas incluíram uma rampa de acesso à Praça do Peixe, um percurso acessível no edifício dos Serviços do Urbanismo e a readaptação de instalações sanitárias nos camarins do Teatro Virgínia.
Segundo José Trincão Marques, cerca de 70% do investimento enquadrou-se na componente Resiliência do PRR e os restantes 30% na Transição Digital.
O autarca considerou 'muito positivo' o balanço da execução e salientou que não ficou qualquer operação municipal dependente de soluções alternativas de financiamento após o prazo de 31 de agosto.
'Não existem situações identificadas de perda ou redução de financiamento do PRR decorrentes de incumprimento dos prazos de execução', indicou.
Para o presidente da câmara, o programa permitiu concretizar investimentos 'em áreas estratégicas e com impacto direto na qualidade de vida da população', reforçando respostas de saúde e sociais, acessibilidades, habitação e modernização dos serviços públicos.
José Trincão Marques destacou a operação relativa à construção da USF Cardilium, as intervenções nas unidades de saúde de Torres Novas e Brogueira, as novas respostas habitacionais, a Loja do Cidadão e o Bairro Comercial Digital 'Vila'.
'O PRR constituiu uma oportunidade relevante para concretizar investimentos estruturantes, reforçando a capacidade de resposta dos serviços municipais e contribuindo para um concelho mais acessível, moderno, inclusivo e preparado para os desafios futuros', afirmou.
O prazo para concretização dos marcos e metas do PRR terminou em 31 de agosto, seguindo-se a apresentação por Portugal do último pedido de pagamento à Comissão Europeia em setembro, estando o último desembolso previsto até ao final do ano.
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