Vídeos curtos, redes sociais, jogos e diferentes plataformas digitais fazem parte da rotina de crianças e adolescentes cada vez mais cedo. Em meio a tantos estímulos, despertar o interesse por textos mais longos e aprofundados se torna um dos desafios na formação de novos leitores. No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro, Telma Scott, coordenadora pedagógica de Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais do Colégio Poliedro, explica como escola e família podem contribuir nesse processo.
'A geração atual convive com uma quantidade muito grande de estímulos e com conteúdos pensados para serem consumidos rapidamente. Isso não significa que tenham perdido o interesse pela leitura, mas que a escola precisa trabalhar de forma ainda mais intencional a capacidade de concentração e aprofundamento. Ler um livro exige estabelecer relações entre ideias e permanecer em contato com um mesmo conteúdo por mais tempo', explica.
Nesse processo, um dos cuidados é evitar que os livros sejam associados exclusivamente a tarefas ou provas. O contato com diferentes gêneros e autores pode ajudar o estudante a descobrir interesses próprios, enquanto a mediação dos professores permite ampliar suas referências e apresentar obras que talvez não fossem escolhidas espontaneamente.
'Existe um equilíbrio importante entre aquilo que o aluno escolhe ler e aquilo que a escola apresenta. Se trabalharmos apenas com a obrigação, podemos afastá-lo; se oferecermos somente o que ele já conhece e gosta, limitamos a oportunidade de ampliar seu repertório. O papel do professor é justamente criar pontes entre essas duas experiências', afirma.
A presença da tecnologia também não precisa representar uma oposição aos livros. Recursos digitais, audiolivros e conteúdos diversos relacionados à literatura podem funcionar como pontos de aproximação, especialmente quando despertam curiosidade por obras e temas que depois podem ser aprofundados em outras leituras.
'O problema não está necessariamente no suporte. Uma criança pode fazer uma leitura muito rica em uma tela e ter uma relação superficial com um livro físico. O mais importante é a qualidade dessa experiência: se ela compreende o que lê, consegue refletir sobre o texto e desenvolver gosto para buscar novas leituras', acrescenta.
A família também pode contribuir para esse processo ao inserir a leitura de maneira mais natural no cotidiano. Conversar sobre livros e permitir que os filhos participem da decisão do que irão ler pode ajudar a despertar curiosidade e interesse por novas histórias.
No ambiente escolar, bibliotecas, momentos dedicados à leitura, rodas de conversa e projetos literários podem ajudar a transformar os livros em parte da experiência cotidiana dos estudantes.
No Colégio Poliedro, esse trabalho acontece de diferentes formas ao longo da rotina escolar. Os estudantes participam de leituras mediadas pelos professores, têm espaço para escolher os próprios livros e contam com períodos diários dedicados à prática. As obras também dão origem a conversas e outras produções em sala, ampliando a experiência com os textos para além da leitura.
'A formação de um leitor acontece quando a leitura deixa de ser apenas uma atividade orientada e passa a fazer parte de seus interesses e escolhas. É uma relação que pode ser estimulada na escola, mas que se constrói ao longo da vida', conclui.
Sobre o Colégio Poliedro
Com Escolas Próprias em São José dos Campos, São Paulo e Campinas, o Colégio Poliedro já beneficiou mais de 20 mil estudantes ao oferecer uma educação integral que vai muito além da sala de aula.
Fundamentado em uma metodologia de excelência, baseada na formação acadêmica e humana, no apoio pedagógico e na tecnologia, o Poliedro desenvolve o aprendizado para a vida toda, potencializando competências e formando cidadãos atuantes que farão a diferença na construção de um mundo melhor. Para mais informações, acesse o site.
Fonte: Assessoria
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