A OpenAI apresentou ao mercado o GPT-6 Astra, modelo que a companhia define como o próximo patamar de sua linha de inteligência artificial. O anúncio reúne avanços em programação, navegação na web, uso autônomo de computador, matemática e cibersegurança, e ocorre em meio à chegada do modelo a duas frentes de distribuição: o ChatGPT e o assistente de codificação GitHub Copilot.
A distribuição do GPT-6 Astra começa por um grupo restrito de organizações e, nos próximos dias, chega aos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, além da API da OpenAI, do Microsoft Azure e do AWS Bedrock. No GitHub, o modelo está disponível para assinantes do Copilot Pro+, Max, Business e Enterprise, com ativação gradual ao longo dos próximos dias.
Presença no GitHub Copilot
O GitHub informou que o GPT-6 Astra está geralmente disponível em seu assistente de programação, com suporte a tarefas de codificação de longa duração e fluxos agênticos. Na avaliação da plataforma, o modelo se diferencia pela forma como conduz o trabalho: planeja cada etapa, valida o que está sendo feito, combina diagnóstico com verificação e só informa a conclusão de uma tarefa depois de confirmar os resultados de maneira independente.
Os usuários poderão selecionar o GPT-6 Astra no seletor de modelos do Visual Studio Code, Visual Studio, Copilot CLI, agente de codificação do GitHub Copilot, aplicativo do Copilot, github.com, GitHub Mobile, JetBrains IDEs, Xcode e Eclipse. Para quem usa os planos Business e Enterprise, os administradores podem controlar a liberação por meio da política de modelos do Copilot. Por padrão, novos modelos são ativados automaticamente, salvo se a empresa desativar a opção no painel administrativo. A utilização do modelo no Copilot é cobrada pelo preço de lista do provedor, dentro do sistema de cobrança por uso.
Ganhos para programadores e tarefas profissionais
Os números divulgados pela OpenAI colocam o GPT-6 Astra à frente de modelos anteriores em uma série de testes focados em engenharia de software. No Terminal-Bench 4.0, que mede a execução de tarefas complexas em terminal, o modelo atingiu 57,9%, contra 37,3% do GPT-5.6 Sol e 55,8% do Claude Fable 5.1. A companhia também afirma que o Astra entrega esse desempenho com custo estimado de API cerca de 9% menor que o do GPT-5.6 Sol e 63% menor que o do Claude Fable 5.1.
Em outro teste, o Agents' Last Exam, que avalia agentes em atividades profissionais complexas em software real, o GPT-6 Astra alcançou 59,3%, acima do Claude Opus 5 (55,5%) e do GPT-5.6 Sol (53,6%). A OpenAI afirma que, nessa configuração, o Astra utiliza aproximadamente 65% menos tokens de saída do que o Opus 5, um indicador relevante para quem opera a IA em larga escala.
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