Glicose multiplica produção de fengicina em Bacillus amyloliquefaciens

Glicose multiplica produção de fengicina em Bacillus amyloliquefaciens
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Category: SciTech
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doi 10.1016/j.pestbp.2026.107322 A adição de 2% de glicose ao meio de cultura Luria-Bertani (LB) aumentou a produção de fengicina por Bacillus amyloliquefaciens FH1-RS1 e intensificou a ação contra Verticillium dahliae V991. A concentração do lipopeptídeo chegou a 962,5 miligramas por litro. No meio sem suplementação, atingiu 26,6 miligramas por litro. O aumento alcançou 36,2 vezes. Estudo de pesquisadores chineses avaliou metabólitos extracelulares da bactéria em diferentes meios e concentrações de glicose. No meio LB com 2% de glicose, o sobrenadante inibiu 61,29% do crescimento do fungo. No LB convencional, a inibição ficou em 9,66%. Por não conter glicose em sua formulação, o LB permitiu variar apenas essa fonte de carbono, mantendo os demais componentes inalterados. Os autores ressalvam que a comparação com outros meios, como o PDB, não serve para inferir um efeito específico da glicose, já que esses meios diferem em vários constituintes nutricionais. Relação com dose A resposta apresentou relação com a dose. As maiores taxas de inibição ocorreram entre 2% e 2,5% de glicose. Concentrações superiores reduziram a atividade antifúngica. Os pesquisadores adotaram 2% nos ensaios seguintes por representar a menor concentração dentro da faixa de resposta máxima. O pico de atividade ocorreu após 48 horas de cultivo. Nessa condição, a inibição chegou a 58,92%. O resultado não coincidiu com a maior densidade de células bacterianas, registrada antes desse período. Reprogramação do metabolismo A análise transcriptômica mostrou reprogramação do metabolismo de Bacillus amyloliquefaciens. Os operons das três famílias de lipopeptídeos foram ativados de forma simultânea: o de iturina teve o maior aumento médio, de 931 vezes, seguido pelo de surfactina, com 194 vezes, e pelo de fengicina, com 155 vezes. Também houve ativação de vias ligadas à produção de energia, síntese de ácidos graxos e fornecimento de precursores. A separação dos metabólitos indicou a fengicina como principal componente da atividade antifúngica nas condições avaliadas. Iturina e surfactina também tiveram a produção elevada, mas em menor proporção (7,5 e 3,8 vezes, respectivamente). Apenas na fengicina houve convergência entre expressão gênica, acúmulo químico e atividade biológica. Os resultados fornecem uma base para otimizar a produção de metabólitos de FH1-RS1 voltados ao biocontrole de Verticillium dahliae (doi 10.1016/j.pestbp.2026.107322).

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