Brasileiros deportados dos EUA são enviados para países africanos e relatam surpresa com destino

Brasileiros deportados dos EUA são enviados para países africanos e relatam surpresa com destino
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Category: Politics
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Três brasileiros que estavam nos Estados Unidos acabaram enfrentando uma situação incomum durante processos de deportação: em vez de serem enviados diretamente ao Brasil, foram encaminhados para países da África. Os casos de Paola Santos, Pietro Graza de Lima e Alex Pereira Alves foram apresentados pelo Fantástico neste domingo (6). Os três foram detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), mas passaram por situações diferentes durante os procedimentos de deportação. Paola descobriu o destino durante a viagem Paola Santos, de 21 anos, trabalhava com serviços de limpeza nos Estados Unidos quando foi detida pelas autoridades de imigração. Segundo o relato apresentado pelo programa, ela permaneceu presa por cerca de um ano e três meses antes de ser retirada do país. O destino acabou sendo a Libéria, na África Ocidental. Paola contou que só soube para onde estava sendo levada quando a viagem já estava em andamento. De acordo com o relato da brasileira, o trajeto durou aproximadamente 16 horas. Durante o deslocamento, ela permaneceu algemada pelas mãos, pelos pés e pela cintura. Pietro Graza de Lima, de 57 anos, também foi levado para a África durante o processo de deportação. Segundo as informações divulgadas, ele seria inicialmente enviado para a Libéria, mas se recusou a desembarcar no país. Depois disso, acabou sendo encaminhado para a Guiné Equatorial. O Ministério das Relações Exteriores informou que Pietro está bem de saúde e que recebe acompanhamento do governo brasileiro por meio da assistência consular. Alex tenta voltar ao Brasil Alex Pereira Alves vive em Los Angeles e está detido na Califórnia. O brasileiro havia solicitado asilo nos Estados Unidos há aproximadamente dez anos. Agora, ele tenta evitar que seja enviado para a Guiné Equatorial. A defesa de Alex afirma que ele prefere retornar ao Brasil caso a deportação seja inevitável. Segundo a advogada, o brasileiro considera que estaria em uma situação mais segura se pudesse voltar ao país de origem, em vez de ser encaminhado para outro destino. Itamaraty acompanha situação dos brasileiros O Ministério das Relações Exteriores informou que não havia sido comunicado previamente sobre o caso de Paola Santos. Já no caso de Pietro, o Itamaraty foi informado depois que o brasileiro chegou à Guiné Equatorial. A partir daí, passou a acompanhar a situação e oferecer assistência consular. Os episódios chamam atenção para os diferentes destinos que podem ocorrer durante processos de deportação realizados pelos Estados Unidos. Nos casos apresentados, os brasileiros acabaram sendo encaminhados para países africanos, situação que surpreendeu os próprios envolvidos e mobilizou a atuação consular brasileira. *Da Agência Fonte Exclusiva

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