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Sócios da VenezaUno foram indiciados; empresa ficava no bairro Floresta.
Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura suposta fraude da Imobiliária VenezaUno, que fechou as portas no início de junho deste ano, sem aviso prévio. A empresa tinha sede no bairro Floresta, em Porto Alegre.
Conforme o delegado Raul Vier, titular da 17° Delegacia de Polícia (17° DP), que investiga o caso, o inquérito foi remetido à Justiça na última quinta-feira (3), e o prejuízo sofrido pelos clientes chegou a R$ 3,2 milhões.
Em julho, um dos sócios da empresa foi indiciado pelos crimes de apropriação indébita e falsificação de documento particular, enquanto a outra sócia foi indiciada por apropriação indébita. Os nomes não foram divulgados e, até o momento, ninguém foi preso.
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Três fases de investigação
A apuração somou 115 ocorrências registradas e 46 condomínios lesados, principalmente em Porto Alegre, além de registros em Taquari. O inquérito foi instaurado no dia 8 de junho e dividido em três fases, segundo o delegado.
1° fase
Concluída em 1° de julho, com 70 ocorrências, 17 condomínios e R$ 700 mil em prejuízos.
2° fase
Concluída no fim de julho, com 26 ocorrências, 13 condomínios e R$ 1,2 milhão em prejuízos.
3° fase
Finalizada em 3 de setembro, com nove ocorrências, 16 condomínios e R$ 1,3 milhão em prejuízos.
Relembre o caso
Desde o início de junho, clientes da imobiliária registraram ocorrências relatando atrasos em pagamentos de fornecedores e retenção de recursos do caixa de condomínios. A empresa administrava cerca de 80 edifícios na Capital e no Interior.
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Durante a apuração, foram colhidos depoimentos de síndicos, representantes condominiais e analisados documentos apresentados pelas vítimas.
Conforme a investigação, valores destinados a despesas de condomínio eram desviados, e comprovantes bancários adulterados eram enviados aos clientes para simular o pagamento de prestadores de serviços e concessionárias.
O que diz a imobiliária
Procurados pela reportagem, os advogados que representam a VenezaUno informaram que só irão se manifestar em juízo. O espaço segue aberto para manifestação.
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