O Goldman Sachs elevou suas projeções para os preços do petróleo diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e das menores expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.
O banco aumentou em US$ 5 suas estimativas para o Brent e o West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano. A revisão considera a possibilidade de interrupções no transporte marítimo do Oriente Médio continuarem até 2027.
Para dezembro de 2026, o Goldman Sachs projeta o Brent a US$ 85 por barril e o WTI a US$ 80. Para 2027, as estimativas ficam em US$ 80 e US$ 75, respectivamente.
Apesar dessas projeções, os analistas enxergam riscos relevantes de alta. Em um cenário de agravamento das interrupções no transporte e de danos à infraestrutura, o Brent poderia superar US$ 120 por barril.
Mercado aumenta apostas em conflito prolongado
Assim, os preços do petróleo voltaram a operar próximos de US$ 100 por barril nos últimos dias, acompanhando a deterioração do cenário geopolítico no Oriente Médio.
'Os mercados estão precificando cada vez mais um conflito prolongado no Oriente Médio', afirmaram os analistas Daan Struyven, Yulia Grigsby, Alexandra Paulus e Filippo Cuscito em relatório divulgado nesta terça-feira (8).
Segundo o Goldman Sachs, os contratos futuros do Brent à vista chegaram a US$ 97. Ao mesmo tempo, a probabilidade implícita nas opções de a commodity superar US$ 100 em março de 2027 aumentou.
Essa probabilidade passou de aproximadamente 6% há um mês para cerca de 25% atualmente, de acordo com o banco.
As taxas de frete para petroleiros que transportam a commodity do Golfo Pérsico para a China no segundo trimestre de 2027 também já incorporam a possibilidade de interrupções prolongadas.
Estoques ajudam a limitar avanço do petróleo
Mesmo com o cenário geopolítico mais adverso, o Goldman Sachs avalia que três fatores podem impedir uma disparada imediata das cotações.
No entanto, o primeiro envolve os estoques comerciais terrestres dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Esses estoques praticamente não diminuíram desde o início da guerra. No fim de agosto, ficaram 119 milhões de barris acima da projeção realizada em julho.
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