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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Eu sou a Maria Miguel Marques. Laura, boa noite. Começamos pela imprensa ucraniana. A Rússia posicionou mísseis Oreshnik, mísseis com capacidade nuclear, na Bielorrússia.
É uma das notícias em destaque no The Kyiv Independent. Esta notícia foi avançada pelo chefe dos serviços secretos militares da Ucrânia, que adianta que estes mísseis de médio alcance, considerados hipersónicos, estão posicionados em território da Bielorrússia. Já em dezembro de 2025, o Ministério da Defesa da Rússia tinha divulgado imagens do que garantia ser um sistema de mísseis balísticos Oreshnik na Bielorrússia. Na altura, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que a deslocação de mísseis para a Bielorrússia configurava uma escalada da guerra. O chefe dos serviços secretos militares da Ucrânia revela também que Kiev está preocupada com a permissão concedida por Minsk a Moscovo para instalar na Bielorrússia repetidores de sinais de rádio que ajudam a direcionar os ataques de drones Shahed russos contra a Ucrânia.
As secretas ucranianas acreditam que a Rússia tem recursos para continuar a guerra até 2028.
Ao Ukrainform, o chefe dos serviços de informações militares ucranianos adianta que a Rússia está economicamente mais fraca do que no início da invasão, mas que poderá ainda ter recursos suficientes para continuar a guerra durante mais dois anos. O responsável afirma que os principais problemas da economia russa são a falta de mão de obra, o crescente déficit do orçamento federal e também a deterioração da situação no sistema bancário. A Ucrânia tem intensificado os ataques com drones de longo alcance contra refinarias, depósitos de petróleo, fábricas e navios russos, numa tentativa de reduzir as receitas do Kremlin e aumentar a pressão sobre a economia russa. De acordo com o chefe dos serviços de informações militares, estes ataques estão a contribuir para o agravamento do déficit orçamental da Rússia.
E depois de um fim de semana de reuniões em Moscovo e Kiev, os enviados norte-americanos falam em progressos substanciais para as negociações trilaterais com a Rússia e a Ucrânia.
Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram reunidos separadamente com Vladimir Putin em Moscovo e depois com Volodymyr Zelensky em Kiev. Estes encontros procuraram retomar as negociações para pôr um fim ao conflito na Ucrânia. Hoje, na rede social X, Steve Witkoff fez uma publicação onde diz que foram feitos progressos substanciais, incluindo avanços no sentido da realização de novas conversações trilaterais. O enviado da Casa Branca acrescenta ainda que Donald Trump está a trabalhar arduamente para pôr fim ao conflito e alcançar uma paz duradoura.
E ataques russos atingiram zonas residenciais em Balaklia e um centro comercial em Zaporizhzhia.
De acordo com o jornal Ukrainska Pravda, as forças russas atacaram durante a noite as regiões ucranianas de Kharkiv e Zaporizhzhia. Segundo Vitalii Karabanov, chefe da administração militar de Balaklia, em Kharkiv, Moscovo atingiu um dos bairros residenciais da cidade. As autoridades estão ainda a apurar as circunstâncias do ataque e as possíveis consequências, tendo apelado aos habitantes para que fiquem nos abrigos. Em Zaporizhzhia, um centro comercial foi atingido e incendiou-se. Não foram, no entanto, registados feridos.
São estes os principais destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com os destaques dos jornais russos.
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