Greve fecha agências da Caixa em Goiás por tempo indeterminado; sindicato cobra nova negociação -

Greve fecha agências da Caixa em Goiás por tempo indeterminado; sindicato cobra nova negociação -
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Segundo o Sindicato dos Bancários, 96,5% dos empregados rejeitaram a proposta da Caixa; principal impasse envolve mudanças no Saúde Caixa Prédio da Caixa Econômica Federal, localizado no Centro de Goiânia | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção As agências da Caixa Econômica Federal em Goiás amanheceram fechadas nesta terça-feira, 8, em razão de uma greve decretada pelos funcionários do banco estatal por tempo indeterminado. O Sindicato dos Bancários de Goiás informou, por meio de publicação nas redes sociais, que a categoria rejeitou em massa a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela instituição financeira. Segundo o sindicato, 96,5% dos empregados votaram contra a proposta patronal. Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente do Sindicato dos Bancários de Goiás, Sérgio Luiz da Costa, disse que a principal reivindicação dos trabalhadores está relacionada ao Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos empregados. Segundo ele, a proposta apresentada pela Caixa prevê aumento nos valores de coparticipação e também para dependentes. 'A Caixa está colocando dentro da campanha salarial a questão do Saúde Caixa, condicionando a ACT junto com o Saúde Caixa', explicou Sérgio. De acordo com o presidente do sindicato, durante as negociações, a representação dos empregados defendeu que as discussões sobre o plano de saúde fossem desvinculadas da campanha salarial. A Caixa, entretanto, teria mantido a proposta de incluir o equacionamento do Saúde Caixa nas negociações. Sérgio também afirmou que a preocupação dos trabalhadores envolve os empregados aposentados, que também utilizam o plano de saúde. Segundo ele, uma eventual mudança nas regras do Saúde Caixa dentro da campanha salarial poderia afetar esse grupo. Paralisação por tempo indeterminado A decisão pela greve foi tomada após as assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro. Segundo Sérgio, enquanto os empregados de bancos privados aceitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os trabalhadores da Caixa decidiram iniciar a paralisação nesta terça-feira, 8. O presidente do sindicato afirmou que a greve ocorre em todo o estado de Goiás e que os empregados aguardam uma nova convocação para negociação. 'A greve permanece até a Caixa convocar a comissão de negociação da Contec e fazer uma contraproposta, ou retirar o Saúde Caixa da campanha salarial. Ou tem que haver outra alternativa para isso, para fazer uma análise', afirmou. Ainda de acordo com Sérgio, a paralisação deve ganhar dimensão nacional nos próximos dias. A previsão apresentada por ele é de que os empregados da Caixa em outros estados também cruzem os braços a partir de quinta-feira, 10. Atendimento nas agências Com a greve, os clientes não têm acesso à área interna das agências e ficam sem atendimento presencial pelos funcionários do banco. Segundo Sérgio, serviços digitais, como transferências e Pix, não devem ser afetados inicialmente. Ele ponderou, porém, que não é possível garantir que os canais alternativos funcionarão normalmente durante todo o período de paralisação. 'Pode ocorrer de dar um Pix e acontecer alguma coisa assim e travar o sistema. A gente não tem essa certeza, mas, se o pessoal do TI aderir ao movimento, provavelmente terá alguns transtornos', afirmou. O presidente do sindicato informou ainda que Goiás possui aproximadamente 150 unidades da Caixa, entre agências e postos, que podem ser impactadas pela paralisação. Sérgio Luiz da Costa afirmou que o sindicato espera a compreensão dos clientes durante o período de paralisação e defendeu a união dos trabalhadores para pressionar a Caixa pela retomada das negociações. 'Nós não podemos esmorecer. Tem que ser duro nas nossas reivindicações. Esperamos que o trabalhador e os clientes compreendam o momento que nós estamos atravessando. É um momento delicado que precisa da união e da força de todos', declarou. O que diz a Caixa Econômica Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados e que busca uma solução para a renovação dos acordos trabalhistas. 'A CAIXA informa que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade.' FONTE : JORNAL OPÇíO

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