Um homem de 52 anos ficou gravemente ferido após sofrer uma queda de paraglider na tarde desta segunda-feira (7), no Morro Ferrabraz, em Sapiranga, no Vale do Sinos. O acidente ocorreu por volta das 14h. O piloto estava sozinho e, conforme informações preliminares do Corpo de Bombeiros, atingiu um parapeito e foi resgatado inconsciente.
Identificado como Cleberson Luis Maia Vieira, o homem foi encaminhado ao Hospital de Sapiranga. Até a última atualização das informações consultadas, não havia um novo boletim sobre seu estado de saúde. Segundo a Associação Gaúcha de Voo Livre (AGVL), uma rajada de vento teria provocado o fechamento do parapente durante o voo. A entidade informou que o piloto tinha cerca de um ano de experiência e não teria conseguido acionar o paraquedas de emergência, conhecido como reserva.
A explicação apresentada pela associação é preliminar. As informações disponíveis não permitem determinar a altura em que ocorreu o fechamento da vela, o tempo disponível para reação ou as circunstâncias que impediram o acionamento do equipamento.
Turbulência e proximidade do solo ampliam os riscos
O parapente utiliza uma asa flexível, também chamada de vela. Turbulências podem provocar seu fechamento parcial ou total, comprometer o controle e causar perda rápida de altitude. O manual técnico da Associação Britânica de Asa-Delta e Parapente (BHPA) destaca a necessidade de treinamento para reconhecer e responder a essas situações, além de atenção constante à distância do solo e à presença de outros pilotos.
Quando a instabilidade ocorre perto do chão ou de uma encosta, a margem para recuperação diminui. A perda de altura pode levar ao impacto antes que o piloto consiga restabelecer o voo. Em orientações de segurança, a BHPA alerta que fechamentos da vela em baixa altitude podem resultar em ferimentos graves ou fatais.
O paraquedas reserva é um recurso de emergência, mas sua presença não garante que uma queda seja evitada. O acionamento e a abertura dependem das circunstâncias do voo. A entidade recomenda equipamento de tamanho adequado e treinamento do procedimento em ambiente seguro e supervisionado.
A formação do piloto, a avaliação das condições de vento e a inspeção dos equipamentos integram os cuidados com a segurança. Capacete, cadeirinha e paraquedas de emergência fazem parte do conjunto utilizado na modalidade. Esses recursos ajudam na proteção, mas não eliminam os riscos do voo.
Outro acidente ocorreu em agosto
Em 23 de agosto, um piloto de asa-delta também ficou ferido no Morro Ferrabraz após cair sobre um carro que passava por uma rua. Segundo a AGVL, uma turbulência atingiu o equipamento na fase final do pouso. Embora tenham ocorrido no mesmo local, os dois episódios envolveram equipamentos e circunstâncias diferentes.
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