O trabalho de planeamento e prevenção não tem pausas. A CIM Cávado mantém no terreno a sua Máquina de Rastos (Bulldozer Komatsu D65EX-18E0), num esforço contínuo de abertura, manutenção e beneficiação da Rede Viária Florestal. Em estreita articulação com os municípios, a intervenção — que decorre atualmente no concelho de Barcelos, já tendo passado pelos Municípios de Terras do Bouro e Vila Verde – assume um papel crítico na proteção das populações, na defesa da floresta e na garantia de uma resposta rápida e eficaz em cenário de emergência.
A preparação do território para os desafios da época de incêndios rurais faz-se ao longo de todo o ano. Consciente desta realidade, a CIM Cávado continua a promover, de forma ininterrupta, os trabalhos de abertura, manutenção e beneficiação da Rede Viária Florestal nos concelhos que integram a comunidade. A grande protagonista desta operação é a Máquina de Rastos da CIM Cávado, um equipamento pesado de força vital para rasgar, limpar e nivelar os acessos nas zonas de maior declive e densidade florestal.
Os trabalhos agora em curso são considerados uma intervenção de cariz estrutural e fundamental para reforçar a operabilidade de todo o território. Segundo os dados mais recentes esta máquina já beneficiou mais de 70km de vias, nos Municípios intervencionados desde o mês de maio, o impacto desta ação preventiva é já visível no terreno.
As imagens que acompanham esta nota, ilustram a exigência e a dimensão das operações, que consistem na desobstrução de caminhos, na criação de faixas de gestão de combustível e na regularização do piso em áreas florestais críticas.
Mais do que abrir caminhos, garantir a segurança
Estas ações, desenvolvidas em constante articulação com os serviços municipais de proteção civil e gabinetes técnicos florestais dos municípios, têm um objetivo triplo: prevenir, proteger e capacitar.
Na prática, a intervenção da Máquina de Rastos permite melhorar substancialmente as condições de circulação. Esta melhoria é um fator de importância extrema para o sucesso das operações de proteção civil, garantindo que os veículos pesados e ligeiros de vigilância, as equipas de primeira intervenção e os meios de combate a incêndios consigam aceder rapidamente aos locais de ignição.
Ao mesmo tempo, as vias beneficiadas funcionam como pontos de ancoragem e linhas de quebra no avanço das chamas, dificultando a progressão de potenciais incêndios.
Além da vertente do combate civil, a CIM Cávado destaca que o investimento nestas infraestruturas rurais contribui igualmente para reforçar a segurança e o acesso às populações que habitam em zonas de interface urbano-florestal. Os proprietários florestais saem também amplamente beneficiados, uma vez que a facilidade de acesso aos seus terrenos promove uma gestão florestal mais ativa, regular e rentável, combatendo o abandono das terras.
Um compromisso intermunicipal
O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro e responsável pela área da Proteção Civil e Florestas no Conselho Intermunicipal do Cávado, Manuel Tibo, destaca que 'a prevenção é o instrumento mais eficaz de proteção das pessoas, dos bens e dos recursos naturais. O trabalho desenvolvido pela máquina de rastos constitui um exemplo concreto da cooperação intermunicipal e do investimento contínuo que está a ser realizado para tornar o território mais seguro e preparado para enfrentar o risco de incêndio rural'.
A CIM Cávado reitera assim o seu compromisso na defesa do património natural e humano da região, demonstrando que a resiliência do território se constrói com cooperação intermunicipal, planeamento rigoroso e, literalmente, com as 'mãos na terra' antes de as temperaturas escalarem.
A operação da Máquina de Rastos continuará o seu roteiro pelos municípios da CIM Cávado num esforço conjunto de adaptação e mitigação de riscos num cenário de alterações climáticas.
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