A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana afirmou esta terça-feira que capturou um submarino não tripulado "avançado" dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.
"As forças navais da Guarda Revolucionária capturaram um dos submarinos não tripulados mais modernos e inteligentes do exército terrorista norte-americano à entrada do Estreito de Ormuz", indicou o corpo militar de elite num comunicado divulgado pelos meios de comunicação iranianos.
A captura do drone submarino ocorreu no âmbito de "uma complexa operação de informação ao amanhecer", acrescentou a fonte.
"Este submarino inteligente incorpora a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina e foi entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025", afirmou a Guarda Revolucionária.
A televisão estatal iraniana identificou o submarino como um Dive-LD, com 5,8 metros de comprimento, um peso de três toneladas e capacidade para operar a profundidades de até 6 000 metros durante dez dias.
Na última semana, a guerra entre os Estados Unidos e o Irão intensificou-se, com ataques norte-americanos contra território e navios iranianos e o bombardeamento, em resposta por parte de Teerão, de alvos e navios norte-americanos no Médio Oriente, tudo isto no meio do impasse pelo controlo do Estreito de Ormuz.
Num dos ataques norte-americanos, morreram cinco pessoas num casamento na localidade de Sirik, num incidente que Teerão denunciou como um crime de guerra.
O Irão bloqueou o Estreito de Ormuz após o início da guerra, a 28 de fevereiro, e transformou essa medida na principal forma de pressão no conflito, tendo conseguido paralisar quase todas as exportações de petróleo, exigindo que os navios que pretendam atravessá-lo obtenham a sua autorização e atacando os navios que tentam contornar o bloqueio.
Os Estados Unidos estabeleceram um cerco aos portos e navios iranianos e, nas últimas semanas, conseguiram restabelecer parte do tráfego marítimo através do estreito, ao longo de uma rota meridional próxima de Omã, segundo concordam especialistas em petróleo e no Médio Oriente.
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