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Vladimir Putin garantiu a Donald Trump que a Rússia não tem planos para atacar a Europa, numa altura em que vários países europeus acusam Moscovo de intensificar ações de sabotagem e operações híbridas no continente.
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A garantia foi dada esta terça-feira durante uma conversa telefónica de cerca de uma hora entre os presidentes da Rússia e dos EUA, segundo avança o 'El País'. Foi já o 15° contacto entre os dois líderes no último ano e meio e aconteceu num momento de elevada tensão entre Moscovo e as capitais europeias.
O Kremlin voltou assim a rejeitar qualquer intenção de atacar países europeus, apesar das sucessivas acusações de envolvimento russo em operações de sabotagem.
Novo caso na Alemanha
O episódio mais recente citado pelo jornal espanhol ocorreu na Alemanha, onde os serviços de informação identificaram dois suspeitos russos alegadamente envolvidos numa tentativa frustrada de ataque com drones explosivos contra o aeroporto de Leipzig.
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É neste contexto que Putin terá procurado tranquilizar Trump sobre as intenções de Moscovo relativamente à Europa.
A conversa ocorreu também depois dos contactos mantidos durante o fim de semana pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner com Moscovo e Kiev, no âmbito dos esforços para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.
'Os resultados da visita foram avaliados positivamente', afirmou Yuri Ushakov, conselheiro de política externa de Putin, acrescentando que o trabalho através deste e de outros canais diplomáticos vai continuar.
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Durante a conversa, Trump voltou a defender uma resolução rápida da guerra na Ucrânia e colocou em cima da mesa outro incentivo: a possibilidade de uma ampla recuperação das relações económicas entre Washington e Moscovo.
Segundo o relato feito por Ushakov, Trump terá sublinhado que um acordo abriria 'imediatamente perspetivas impressionantes para a plena restauração das relações entre os Estados Unidos e a Rússia'.
Na interpretação transmitida pelo Kremlin, essa reaproximação poderia proporcionar 'enormes benefícios' económicos aos dois países.
Trump estará, segundo Ushakov, determinado a conseguir um avanço nas negociações durante a sua presidência.
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A garantia de Putin sobre a Europa surge, assim, num momento particularmente sensível: enquanto Moscovo nega qualquer intenção de levar a guerra para território europeu, vários governos e serviços de segurança do continente continuam a acusar a Rússia de recorrer a sabotagem e outras operações híbridas para pressionar países europeus.
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