São Paulo
A estimativa de 14 bilhões de euros (R$ 83,4 bilhões pela cotação atual) adicionais em exportações italianas para o Mercosul nos próximos dez anos pode estar subdimensionada, avalia Matteo Zoppas, presidente da Agência ICE (comércio exterior italiano). Ele afirma que a redução de barreiras burocráticas e não tarifárias tende a ampliar esse potencial.
O presidente Lula com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, antes de encontro bilateral no Rio de Janeiro -
Mauro Pimentel-17.nov.24/AFP
O dirigente diz que o cálculo se deve ao efeito esperado do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul sobre o comércio bilateral.
Zoppas lidera uma comitiva de 200 pessoas que estará no Brasil neste mês. Serão cerca de 90 empresários italianos de cinco setores (transição energética e infraestrutura sustentável, máquinas e equipamentos, indústria farmacêutica, tecnologias digitais e agroindústria).
O objetivo é buscar projetos que contribuam para a meta do país europeu de € 700 bilhões (R$ 4,17 bilhões) em exportações anuais.Atualmente, os mercados do Mercosul representam cerca de € 7,5 bilhões (R$ 44,6 bilhões) nas vendas italianas.
A comitiva conta com a presença de Antonio Tajani, vice-presidente do Conselho de Ministros e ministro das Relações Exteriores da Itália, e de Emanuele Orsini, presidente da Confindustria (Confederação Geral da Indústria Italiana), que traz uma delegação de 38 empresas. Em São Paulo, a comitiva terá reunião na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e depois passa por Brasília, Bahia e Ceará.
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