Foi algo que vimos mais no começo do ano, antes de as equipes estarem mais acostumadas com o regulamento. Mas os pilotos acreditam que a questão da energia é tão limítrofe em Monza que voltaremos a ter pelo menos algumas voltas de caos.
A pista é extremamente carente de energia, e não há muitos lugares onde se possa carregar essa energia. Então, sim, acho que a corrida será extraordinária. Sim, será bastante caótico e emocionante.
Oscar Piastri, piloto da McLaren
Outra questão é que cada equipe administra a pouca energia que tem à disposição de uma maneira diferente, e este é outro ingrediente que gera a tal "corrida iô-iô". A diferença no uso da energia foi vista claramente nos treinos livres: a Mercedes usando mais energia na primeira parte da volta e a Ferrari focando a entrega de potência depois da Variante Ascari.
O natural é que as equipes acabem convergindo em suas estratégias, mas ao mesmo tempo cada um vai querer usar as vantagens que tem no equipamento e esconder as deficiências. Na Ferrari, por exemplo, realmente vale mais apostar na qualidade do chassi e conseguir fazer uma Parabólica mais veloz. Primeiro porque o carro gera a estabilidade necessária para dar confiança aos pilotos, e segundo porque isso o ajuda a defender a posição na reta principal, mesmo com um motor produzindo menos potência.
Estratégia mais aberta?
Outro fator importante é o calor. As temperaturas estiveram bem acima dos 30°C por todo o fim de semana, com a temperatura do asfalto chegando a 55°C. Afinal, Monza não é só reta: as zonas de tração são importantes e, com tanto calor e com a Pirelli tendo trazido seus compostos mais macios para o GP da Itália, isso significa que o cuidado com pneus traseiros será fundamental para o ritmo de corrida.
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